Questões de Interpretação de texto - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Interpretação de texto

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Ita2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:A expressão "Flor do Lácio" faz parte de um famoso poema da Literatura Brasileira, intitulado "Língua Portuguesa", produzido na segunda metade do século XIX.
Assinale a alternativa que apresenta características pertencentes ao estilo da época em que foi produzido esse poema.
a) Subjetivismo, culto da forma, arte pela arte.
b) Culto da forma, misticismo, retorno aos motivos clássicos.
c) Arte pela arte, culto da forma, retorno aos motivos clássicos.
d) Culto da forma, subjetivismo, misticismo.
e) Subjetivismo, misticismo, arte pela arte.



resposta:[C]

vestibular Ita2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Os anúncios apresentam semelhanças porque seus criadores
a) exploram, na construção do texto, o potencial de significação das palavras, com criatividade.
b) exploram expressões consagradas, negando, no entanto, o sentido popular de cada uma delas.
c) utilizam processos de abreviação vocabular, representados, respectivamente, por uma sigla e uma onomatopéia.
d) apostam nas sugestões sonoras produzidas pelos textos e no conhecimento vocabular dos leitores.
e) elaboram textos que, apesar de criativos, apresentam a redundância como um problema de redação.



resposta:[A]

vestibular Ita2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Nos anúncios, os publicitários utilizaram recursos gramaticais diferentes para possibilitar, ao menos, duas leituras. Aponte o tipo de recurso utilizado em cada um desses anúncios, respectivamente,
a) SINTÁTICO, pela função de adjunto adnominal de "ao portador", e FONÉTICO, pela exploração da repetição de som.
b) SEMÂNTICO, pela polissemia do termo "cheque", e SINTÁTICO, pela elipse do verbo de ligação "ser".
c) MORFOLÓGICO, pela utilização de sigla, e FONÉTICO, pela exploração da repetição de som.
d) SEMÂNTICO, pela polissemia de "portador", e MORFOLÓGICO, pela formação de palavra por prefixação.
e) SINTÁTICO, pela elipse de um termo, e MORFOLÓGICO, pela exploração de um prefixo latino.



resposta:[D]

vestibular Ita2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Leia o texto abaixo.

BoIeiros sob medida

Ciência e futebol é uma tabelinha raramente esboçada no Brasil. A academia não costuma eleger os gramados como objeto de estudo e o mundo dos boleiros tampouco tem o hábito de, digamos, dar bola para o que os pesquisadores dizem sobre o esporte mais popular do planeta. Numa situação privilegiada nos dois campos, tanto na ciência quanto no futebol, Turíbio Leite de Barros, diretor do centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Cemafe/Unifesp) e fisiologista da equipe do São Paulo Futebol Clube há 15 anos, produziu um estudo que traça o perfil do futebol praticado hoje no Brasil do ponto de vista das exigências físicas a que os jogadores de cada posição do time são submetidos numa partida.
(MARCOS PIVETTA. "Pesquisa". FAPESP, maio de 2002, p. 42)

a) O texto contém termos do universo do futebol, como, por exemplo, "tabelinha", uma jogada rápida e entrosada normalmente entre dois jogadores. Retire do texto outras duas expressões que, embora caracterizem esse universo, também assumem outro sentido. Explique esse sentido.
b) O título pode ser considerado ambíguo devido à expressão "sob medida". Aponte dois sentidos possíveis para a expressão, relacionando-os ao conteúdo do texto.



resposta:a) "Dar bola" é uma expressão que o uso coloquial consagrou, com o sentido de "dar importância", "importar-se" com algo.
A expressão "campos" significa também "âmbito" e, nessa acepção, tem largo emprego; a Física, a Sociologia, a Medicina dão também à palavra "campo" significações próprias, pertinentes a essas esferas do saber.
b) "Sob medida" encerra tanto a noção de exatidão, justeza, como a de algo construído a priori , previamente destinado à determinada função ou finalidade. No texto, pode-se entender tanto que os "boleiros" são objeto de mensuração, de estudo científico, como também que estejam sendo "fabricados", "produzidos" pela medicina esportiva, em função das posições táticas que desempenham nas partidas.

vestibular Ita2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Leia o texto seguinte.

"No dia 13 de agosto de 1979, dia cinzento e triste, que me causou arrepios, fui para o meu laboratório, onde, por sinal, pendurei uma tela de Bruegel, um dos meus favoritos. Lá, trabalhando com tripanossomas, e vencendo uma terrível dor de dentes..." Não. De saída tal artigo seria rejeitado, ainda que os resultados fossem soberbos. O estilo... O cientista não deve falar. É o objeto que deve falar por meio dele. Daí o estilo impessoal, vazio de emoções e valores:
Observa-se
Constata-se
Obtém-se
Conclui-se.
Quem? Não faz diferença...
(RUBEM ALVES. "Filosofia da ciência". São Paulo: Brasiliense, 1991, p. 149)

a) Do primeiro parágrafo, que simula um artigo científico, extraia os aspectos da forma e do conteúdo que vão contra a idéia de que "o cientista não deve falar".
b) O autor exemplifica com uma seqüência de verbos a idéia de que o estilo deve ser impessoal. Que estratégia de construção é usada para transmitir o ideal de impessoalização?



resposta:a) A marca da subjetividade é a imposição da primeira pessoa pronominal, implícita ou elíptica: "me causou", "meu laboratório", "meus favoritos", "[eu] fui", "[eu] pendurei", além das referências a sentimentos ("triste"), sensações, reações ("arrepios", "dor de dentes") e ações ("dependurei...") impertinentes em um texto que se pretende científico.
b) A "estratégia de construção" utilizada pelo autor para "transmitir o ideal de impessoalização" é o acréscimo do pronome SE aos verbos. Tal pronome é impessoalizador, seja quando se liga a verbos que não-transitivos diretos, sendo então chamado "índice de indeterminação do sujeito", seja quando se liga a verbos transitivos diretos, transformando a construção de ativa em passiva, sendo então chamado "partícula apassivadora". No caso dessa voz passiva pronominal, também chamada sintética, a ação é impessoal, pois nela não ocorre, em português moderno, o agente da passiva, que corresponderia ao sujeito da voz ativa.

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:TEXTO I:
Como uma onda

Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
(Lulu Santos/Nelson Mota)


TEXTO II:
Como nossos pais

Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
(...)
Minha dor é perceber que
Apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências não enganam não
(...)
Minha dor é perceber que
Apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como nossos pais
(Antonio Carlos Belchior)

Os textos I e II abordam a questão da mudança a partir de diferentes perspectivas. De que maneira é tratada a mudança em cada um desses textos?



resposta:No texto I, a mudança é vista como tranqüila e inevitável; no texto II, a mudança é apenas aparente.

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Identifique e explicite, no texto, 2 (dois) usos lingüísticos que caracterizem a evolução cronológica ocorrida da primeira para a última estrofe do poema.



resposta:tempos imemoriais / hoje
eu era grego / hoje sou moço moderno
tempos modernos / heróis da Paramount
pretérito / presente

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Quais os perfis de trabalhador propostos pelos textos I, II e III?



resposta:No I, trabalhador escravo, não remunerado, portanto.
No II, trabalhador remunerado, com experiência em carteira.
No III, valorização da aparência física.

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Aponte 2 (duas) características que comprovem não ser o texto III, de fato, um anúncio classificado.



resposta:Ausência de referente (rua, número, telefone).
Presença de personagens (anunciados nos dois últimos parágrafos).

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Os textos I e II apresentam diferenças no comportamento dos personagens femininos.
a) Que classe gramatical predomina, em cada texto, na caracterização desses personagens?
b) Como se manifesta a relação marido/mulher nos textos I e II?



resposta:a) No texto I, o adjetivo; no texto II, o verbo.
b) A relação marido e mulher; no texto I, indica a subordinação da mulher à vontade do homem; no texto II, a mulher toma decisões sem consultar o marido.

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Do texto II, descreva dois mecanismos lingüísticos que sirvam para caracterizar o comportamento do marido.



resposta:A recorrência do uso de possessivos: o Sábado era seu ("seu Sábado"), sua mulher, seu filho. A evocação da mulher, sob a forma do vocativo: "Catarina!" (...) "Catarina!".

vestibular Ufrj2003
tópico:Interpretação de texto

sub-grupo:
pergunta:Qual a mudança que se constata na forma como é vista a mulher na terceira estrofe do texto II, em relação às duas primeiras?



resposta:Na terceira estrofe, a mulher passa a ser vista pelo eu-poético de forma sublime, contrastando com a forma grotesca presente nas estrofes anteriores.