Questões de Literatura - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Literatura

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Uerj2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Há no poema de Cecília Meireles construções a que se atribui duplo sentido em virtude da natureza poética do discurso.

a) A expressão "Por ódio, cobiça, inveja" (v. 31) desempenha dupla função sintática. Aponte a palavra responsável por essa ambigüidade e identifique as funções sintáticas dessa expressão.
b) Na última estrofe, narra-se uma seqüência de ações que giram em torno da busca de riqueza. O verso "e estendem punhos severos" (v. 46) expressa, entretanto, um duplo sentido. Explique sua duplicidade dentro da estrofe.



resposta:a) Preposição: por.
Agente da passiva e adjunto adverbial de causa.

b) Busca da riqueza e também privação da liberdade.

vestibular Uff2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:QUINZE DE NOVEMBRO

Deodoro todo nos trinques
Bate na porta de Dão Pedro Segundo.
"- Seu imperadô, dê o fora
que nós queremos tomar conta desta bugiganga.
Mande vir os músicos."
O imperador bocejando responde
"Pois não meus filhos não se vexem
me deixem calçar as chinelas
podem entrar à vontade:
só peço que não me bulam nas obras completas
[de Victor Hugo."
Murilo Mendes. "Poesia completa e prosa".

O poeta Murilo Mendes apresenta um fato histórico construído também por discursos diretos que refletem uma visão crítica e irônica da Proclamação da República. (Texto)

Justifique como os diferentes registros de língua, na caracterização da fala dos personagens, constroem a visão crítica e irônica da Proclamação da República.



resposta:O personagem Deodoro se utiliza de uma linguagem descontraída, coloquial e inadequada à situação. O Imperador é apresentado com uma linguagem mais contida, mas sua postura é de descaso e intimidade incompatíveis com o cargo e a situação, o que provoca o riso e a crítica.

vestibular Ufpe2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Correlacione os autores abaixo com trechos, de algumas de suas obras, apresentados a seguir.

1 - Gilberto Freyre
2 - Ariano Suassuna
3 - João Cabral de Melo Neto
4 - Carlos Drummond de Andrade

( ) Essa cova em que estás / Com palmos medida,
É a conta menor / que tiraste em vida
É de bom tamanho / nem largo nem fundo
É a parte que te cabe/ deste latifúndio

( ) E agora José? / A festa acabou,
A luz apagou, /o povo sumiu,
A noite esfriou, / e agora José?

( ) A singular predisposição do português para a colonização híbrida e escravocrata dos trópicos, explica em grande parte o seu passado étnico, ou antes, cultural, de povo indefinido entre Europa e África. A influência africana fervendo sob a européia e dando um acre requeime à vida sexual, à alimentação, à religião. A indecisão étnica e cultural entre a Europa e a África parece ter sido a mesma em Portugal como em outros trechos da península.

( ) Chicó: Que latomia é essa para o meu lado?
Você quer me agourar?
João Grilo: (erguendo-se) Ah, e você está vivo?
Chicó: Estou, que é que você está pensando?
Não é besta não?

A seqüência correta é :
a) 1, 2, 3, 4
b) 3, 2, 4, 1
c) 4, 2, 1, 3
d) 1, 3, 2, 4
e) 3, 4, 1, 2



resposta:[E]

vestibular Ufpe2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:No Modernismo Brasileiro, destaca-se como segunda fase, o Romance Regional de 30, tema sobre o qual é correto afirmar o que segue.
a) O ciclo do Romance Regional de 30 começa com "O Quinze" de Rachel de Queirós e termina com "Grande Sertão:Veredas" de Guimarães Rosa.
b) A estética da Escola Realista marca o Romance de 30 com o rigor formal. Os autores não adotaram desvios da norma culta nas transcrições de diálogos, sendo considerados neo-realistas.
c) Entre os autores representativos desse período, estão José Lins do Rego, cujo livro de estréia foi "Cacau", e Jorge Amado, que estreou com "Bangüê".
d) Guimarães Rosa, mineiro, trouxe para o Romance Regional de 30, a presença de uma consciência mística e mágica e uma linguagem renovadora.
e) Graciliano Ramos tem como uma das obras mais conhecidas, "Vidas Secas", cujo valor assenta-se na construção formal e na visão do mundo sertanejo. De estilo seco, elegante, despojado, tem, entre seus escritos, o autobiográfico "Memórias do Cárcere".



resposta:[E]

vestibular Ufrrj2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:O cenário predominante na obra do escritor Jorge Amado é o estado da Bahia. Sua produção é dividida pelos críticos literários em várias fases. O texto lido pode ser enquadrado na fase
a) do romance proletário, que denuncia a miséria e a opressão das classes populares.
b) dos depoimentos sentimentais, baseados em rixas e amores de marinheiros.
c) de pregação partidária, que inclui biografias de pessoas defensoras de maior justiça social.
d) de textos de tom épico, que retratam as lutas entre coronéis e trabalhadores da região do cacau.
e) do relato de costumes provincianos, que mostram o lado pitoresco do povo baiano.



resposta:[A]

vestibular Ufsc2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Sobre o livro "Ana Terra", de Érico Veríssimo, é CORRETO afirmar que:

(01) é uma narrativa que retrata episódios da vida dos primeiros povoadores do Rio Grande do Sul.

(02) é um texto regionalista, podendo-se destacar termos que confirmam esse dado, como: "temos que pelear de novo com os castelhanos", "o tordilho escarvava o chão desinquieto" (p. 133).

(04) Ana Terra é o nome da filha de Maneco Terra. Ela, seguindo os ideais de seu pai, simboliza o início de uma mistura de raças, naquela região, ao dar à luz um filho índio.

(08) o tempo cronológico, no início da narrativa, é datado: 1777. No decorrer do romance, a passagem do tempo é sinalizada pelos personagens a partir de certas expressões e sensações que indicam frio, calor ou o surgimento das flores.

(16) o romance é parte da trilogia "O tempo e o vento", de Érico Veríssimo.

(32) o "vento" é importante metáfora que acompanha a vida de Ana do princípio ao fim do romance, anunciada no trecho inicial da narrativa: "Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando" (p. 07).



resposta:01 + 02 + 08 + 16 + 32 = 59

vestibular Unicamp2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Leia o seguinte trecho extraído do romance "Angústia":

Onde andariam os outros vagabundos daquele tempo? Naturalmente a fome antiga me enfraqueceu a memória. Lembro-me de vultos bisonhos que se arrastavam como bichos, remoendo pragas. Que fim teriam levado? Mortos nos hospitais, nas cadeias, debaixo dos bondes, nos rolos sangrentos das favelas. Alguns, raros, teriam conseguido, como eu, um emprego público, seriam parafusos insignificantes na máquina do Estado e estariam visitando outras favelas, desajeitados, ignorando tudo, olhando com assombro as pessoas e as coisas. Teriam as suas pequeninas almas de parafusos fazendo voltas num lugar só.
(Graciliano Ramos, "Angústia". Rio de Janeiro: Ed. Record, 56. ed., 2003, p. 140-1).

a) No momento da narração, a posição social do narrador-personagem difere de sua condição de origem? Responda sim ou não e justifique.
b) Na citação acima, o termo 'parafusos' remete ao verbo 'parafusar' que, além do significado mais conhecido, também tem o sentido de 'pensar', 'cismar', 'refletir', 'matutar'. Como esses dois sentidos podem ser relacionados ao modo de ser do narrador-personagem?
c) De que maneira o segundo sentido do verbo 'parafusar' está expresso na técnica narrativa de "Angústia"?



resposta:a) Sim, pois ele era descendente de antigos proprietários rurais, mas empobrece e é reduzido a pequeno-burguês, recebendo um baixo salário como funcionário público.

b) Como o próprio personagem disse, ele e outros que são iguais a ele são parafusos sem utilidade, ou seja, são pessoas incapazes de agir, de mudar sua situação, que possuem uma posição insignificante no todo social.
Por outro lado, eles pensam e são frustrados e inquietos por terem a consciência de que nada vai mudar.

c) Mostra uma narrativa memorialística, em primeira pessoa, há um monólogo interior, uma análise de consciência, e tudo isso relaciona-se ao pensar.

vestibular Unicamp2005
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Leia este poema de Cecília Meireles:

Desenho

Traça a reta e a curva,
a quebrada e a sinuosa
Tudo é preciso.
De tudo viverás.

Cuida com exatidão da perpendicular
e das paralelas perfeitas.
Com apurado rigor.
Sem esquadro, sem nível, sem fio de prumo,
Traçarás perspectivas, projetarás estruturas.
Número, ritmo, distância, dimensão.
Tens os teus olhos, o teu pulso, a tua memória.

Construirás os labirintos impermanentes
que sucessivamente habitarás.

Todos os dias estás refazendo o teu desenho.
Não te fatigues logo. Tens trabalho para toda a
[vida.
E nem para o teu sepulcro terás a medida certa.

Somos sempre um pouco menos do que
[pensávamos.
Raramente, um pouco mais.
(Cecília Meireles, "O estudante empírico", em Antonio Carlos Secchin (org.), Poesia Completa.Tomo lI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2001, p, 1455-56).

a) Tanto o título quanto as imagens do poema remetem a um domínio do conhecimento humano. Que domínio é esse?
b) Em que sentido são empregadas tais imagens no poema?
c) Esse sentido acaba por ser contrariado ao longo do poema? Responda sim ou não e justifique.



resposta:a) O título e as imagens do poema nos conduzem à geometria e ao desenho geométrico, o que nos faz lembrar da arquitetura e da engenharia.

b) As imagens ligadas à geometria mostram que a vida pode ser racionalmente planejada. O poema também nos passa uma idéia de que o homem age como se tivesse domínio sobre sua própria vida.

c) Sim, pois a precisão e o rigor são confrontados com a imprecisão e a variabilidade das formas a serem desenhadas ou mensuradas. Não se trata propriamente de negação, mas de relativização do sentido das imagens em questão.

vestibular Uerj2004
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:No poema de Mário Quintana, a vida é uma encenação num palco ou picadeiro, e o homem um joguete submetido aos caprichos da sorte.
Esta idéia é expressa metaforicamente pelo seguinte trecho:
a) "todos os meus gestos / Pendiam (...) das estrelas por longos fios invisíveis" (v. 4 - 5)
b) "por um momento se chegava a esquecer a sua cruel inocência de bonecas" (v. 8)
c) "Vive uma vida mais intensa do que a mão ignorada que o arremessou" (v. 15)
d) "E eu danço tu danças nós dançamos" (v. 16)




resposta:[A]

vestibular Ufg2004
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Diversos motivos narrativos compõem a trama de "Campo geral", texto da obra "Manuelzão e Miguilim," de Guimarães Rosa. Qual o motivo narrativo principal para a composição do enredo desse conto?
a) As desavenças entre Mãitina e a avó de Miguilim.
b) A instabilidade sentimental da mãe de Miguilim.
c) A observação do mundo pela ótica de Miguilim.
d) A rivalidade entre Tio Terez e o pai de Miguilim.
e) A solidariedade entre os irmãos de Miguilim.



resposta:[C]

vestibular Ufrn2004
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:A questão a seguir refere-se às obras "A hora e vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa (1946), e "A hora da estrela", de Clarice Lispector (1977).

Pode-se afirmar que o final das duas narrativas revela o que é sugerido em seus títulos. Nesse sentido, a morte das personagens aparece como
a) o acontecimento que resolve, pela ação de um indivíduo, o problema de uma coletividade em apuros.
b) o instante único no qual Augusto Matraga e Macabéa, cada um a seu modo, reconhecem-se como fracassados.
c) o instante único no qual Augusto Matraga e Macabéa, cada um a seu modo, vislumbram a felicidade.
d) o acontecimento que resolve o destino individual, sem maiores implicações na coletividade.




resposta:[C]

vestibular Ufrn2004
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:A questão a seguir refere-se às obras "A hora e vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa (1946), e "A hora da estrela", de Clarice Lispector (1977).

As duas obras representam a narrativa brasileira posterior ao Modernismo, no sentido de que já não se relacionam diretamente ao chamado "romance social" ou "romance do Nordeste".

Sobre essas obras, é correto afirmar que
a) o vocabulário sertanejo figura como modo de resistência das personagens aos valores urbanos.
b) articulam, em universos distintos, elementos que tradicionalmente eram material do regionalismo.
c) o pitoresco regional surge principalmente como forma de resistência à vida moderna.
d) produzem um novo regionalismo, mas as personagens ainda se caracterizam como tipos rurais.




resposta:[B]