Questões de Literatura - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Literatura

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Ufpe2001
tópico:Literatura

sub-grupo:Pré-modernismo
pergunta:TEXTO 1

"... Como se sabia, o supremo pavor dos sertanejos era morrer a ferro frio, não pelo temor da morte senão pelas suas conseqüências, porque acreditavam que, por tal forma, não se lhes salvaria a alma. Exploravam esta superstição ingênua. Prometiam-lhes não raro a esmola de um tiro, à custa de revelações. Raros as faziam. Na maioria emudeciam, estóicos, inquebráveis - defrontando a perdição eterna. Exigiam-lhes vivas à República."


TEXTO 2

" - Mas você está muito enganada, mana. É preconceito supor-se que todo homem que toca violão é um desclassificado. A modinha é a mais genuína expressão da poesia nacional e o violão é o instrumento que ela pede. (...) Convém que nós não deixemos morrer as nossas tradições, os usos genuinamente nacionais."

Após a leitura atenta dos textos 1 e 2, analise as afirmativas a seguir:

1) Ambos pertencem a obras pré-modernistas, pois refletem temáticas nacionalistas e contemporâneas aos autores, mas com um viés crítico e exaltador.
2) O texto 1 é um trecho d' "Os Sertões", obra em que Euclides da Cunha descortina o interior do Brasil, traçando um retrato do Arraial de Canudos e do líder místico Antônio Conselheiro.
3) O texto 2 é parte do romance "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, de estilo simples e despojado. Seus cenários são os subúrbios cariocas, onde denunciava preconceitos sociais.

Está(ão) correta(s):
a) 2 apenas
b) 1, 2 e 3
c) 2 e 3 apenas
d) 1 e 3 apenas
e) 1 apenas



resposta:[A]

vestibular Ufpe2001
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam.
Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva."
(Jorge Amado: "Capitães da Areia").

Considerando a obra e o autor do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O autor faz parte do romance regional de 30, quando se aprofundaram as radicalizações políticas na realidade brasileira.
b) Jorge Amado representa a Bahia, "descobrindo" mazelas, violências e identificando grupos marginalizados e revolucionários em "Capitães da Areia".
c) Dora, Pedro Bala e Professor são alguns dos personagens da narrativa, que aborda a dramática vida dos camponeses das fazendas de cacau no sul da Bahia.
d) O tom da narrativa aproxima-se do Naturalismo, alternando trechos de lirismo e crueza. O nível de linguagem é coloquial e popular.
e) "Capitães da Areia " pertence à primeira fase da produção de Jorge Amado, quando era notório seu engajamento com a política de esquerda. Daí o esquematismo psicológico: o mundo dividido em heróis (o povo) e bandidos (a burguesia).



resposta:[C]

vestibular Ufpe2001
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:TEXTO 1

"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam.
Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva."
(Jorge Amado: "Capitães da Areia").

TEXTO 2

Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar o homem dentro de si e ver-se a si mesmo? (...)
O pregador concorre com o espelho que é a doutrina.
(Padre Antônio Vieira: "Sermão da Sexagésima").

TEXTO 3

"Ó almas presas mudas e fechadas,
nas pressões colossais e abandonadas,
Da dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves
Do chaveiro do Céu, possuís as chaves
Para abrir-vos as Portas do Mistédo?!"
(Cruz e Souza: "Missal").

Os autores dos textos 2 e 3 abordam temas transcendentais, seguindo o modelo do movimento a que cada um pertenceu e o gênero literário que praticou. Sobre eles e suas obras, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Cruz e Souza foi o primeiro poeta negro do Brasil e pertenceu ao movimento simbolista. Nesse poema valoriza a realidade subjetiva e espiritualidade.
b) Vieira, barroco e conceptista, fez predominar no texto 1 o jogo conceitual em um processo lógico de dedução e raciocínio.
c) Os textos 2 e 3 têm a mesma finalidade e objetivo, pelo fato de terem o Barroco e o Simbolismo características comuns: linguagem preciosa, excesso de imagens e preocupação formal.
d) No texto de Cruz e Souza, a busca da transcendência dá-se através da preponderância de símbolos e de um vocabulário ligado às sensações.
e) Enquanto o texto 3 é emotivo e lírico, procurando comover o leitor, o texto 2 é persuasivo, procurando convencer o ouvinte sobre seus ensinamentos.



resposta:[C]

vestibular Ufpe2001
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:- "Severino retirante,
Deixe agora que lhe diga:
Eu não sei bem a resposta
Da pergunta que fazia
Se não vale mais saltar
Fora da ponte e da vida:
Nem conheço essa resposta,
Se quer mesmo que lhe diga;
Ainda mais quando ela é
Esta que vê, severina;
Mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
Ela, a vida, a respondeu
Com sua presença viva."

(João Cabral de Melo Neto: "Morte e vida severina")

Sobre o poema de João Cabral, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Escrito em versos, é um auto de Natal nordestino e tem como personagem principal, Severino, um favelado recifense, que quer saltar "fora da ponte e da vida",
b) Os versos transcritos representam a voz de outro personagem (seu José, o mestre Carpina), que dá a Severino alguma esperança.
c) "A vida a respondeu com sua presença viva" é alusão ao filho recém-nascido de seu José.
d) A expressão SEVERINA (formada por derivação imprópria) significa aqui, anônimo, igual aos demais, e realça a linguagem despojada do texto.
e) A poesia de Cabral é engajada com o seu meio, embora contida, chegando a demonstrar desprezo pela confissão sentimental.



resposta:[A]

vestibular Ufpe2001
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:"Esse incessante morrer que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta, e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais. (...)
Não é o canto da andorinha,
debruçada nos telhados da Lapa,
Anunciando que tua vida passou à toa, à toa.
Não é o médico mandando exclusivamente
tocar um tango argentino,
Diante da escavação no pulmão esquerdo
e do pulmão direito infiltrado.
Não são os carvoeirinhos raquíticos
voltando encarapitados nos burros velhos.
Não são os mortos do Recife
dormindo profundamente na noite. (...)
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo
de um homem humilde."
(Carlos Drummond de Andrade: "Ode no cinqüentenário do poeta brasileiro")

A partir da leitura do texto analise as proposições a seguir:

1) Drummond homenageia Bandeira com um exercício de intertextualidade, abordando o universo do poeta pernambucano com suas próprias palavras. Essa homenagem não gerou imitação. Bandeira está na vertente mais clássica do modernismo; já Drummond assimilou as conquistas de vanguarda.
2) Drummond alude à freqüente tematização da morte nos poemas confessionais de Bandeira, ao clima de melancolia e desejo insatisfeito que percorre a obra deste.
3) A intertextualidade é explorada, utilizando os versos de ANDORINHA, de PNEUMOTÓRAX, de PROFUNDAMENTE, de VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA (de Libertinagem) e dos MENINOS CARVOEIROS e de COTOVIA (de Ritmo Dissoluto).
4) O poema adota a paródia e o lirismo exacerbado, dentro dos preceitos da estética modernista.

Está(ão) correta(s):
a) 1, 3 e 4 apenas
b) 1 apenas
c) 2 apenas
d) 1 e 2 apenas
e) 2, 3 e 4 apenas



resposta:[D]

vestibular Unicamp2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:Sobre "O Crime do Padre Amaro", romance de Eça de Queirós, o poeta Antero de Quental, em carta dirigida ao autor, afirmou:
"A longanimidade, a indiferença inteligente com que V. descreve aquela pobre gente e os seus casos, encantou-me. Com efeito, aquela gente não merece ódio nem desprezo. Aquilo, no fundo, é uma pobre gente, uma boa gente, vítimas da confusão moral do meio de que nasceram, fazendo o mal inocentemente, em parte porque não entendem mais nem melhor, em parte porque os arrasta a paixão, o instinto, como pobres seres espontâneos, sem a menor transcendência."

a) Aceitando-se essas considerações de Antero de Quental, em qual ato específico residiria o verdadeiro "crime" do Padre Amaro?

b) Eça trata com sarcasmo as libertinagens, tanto do clero como de algumas figuras da sociedade portuguesa da província. Se, como disse Antero de Quental, são todos vítimas da confusão moral do meio, arrastados pela paixão e pelo instinto, como se pode justificar o sarcasmo por parte do escritor?

c) Contrabalançando essa espécie de degradação moral em que suas personagens estão mergulhadas, nos capítulos finais de "O Crime do Padre Amaro" salientam-se as figuras de um sacerdote e de um médico, que justificam uma visão mais positiva do mundo. Quem são eles?



resposta:a) O ato específico do "crime" do Padre Amaro reside na entrega do filho bastardo, que tivera com Amélia, para uma ama-de-leite. A quebra dos votos, o cinismo e o assassinato são uma série de transgressões feitas pelo padre.

b) Eça de Queiroz pretendia por meio do sarcasmo e crítica à sociedade reformular os valores éticos.

c) O sacerdote aludido é o abade Ferrão que ampara Amélia nos momentos difíceis da gravidez. O médico é o Dr. Gouveia que manifesta afeição por Amélia.

vestibular Unicamp2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Classicismo e Quinhentismo
pergunta:Leia o seguinte soneto de Camões:

Oh! Como se me alonga, de ano em ano,
a peregrinação cansada minha.
Como se encurta, e como ao fim caminha
este meu breve e vão discurso humano.

Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
perde-se-me um remédio, que inda tinha.
Se por experiência se adivinha,
qualquer grande esperança é grande engano.

Corro após este bem que não se alcança;
no meio do caminho me falece,
mil vezes caio, e perco a confiança.

Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
se os olhos ergo a ver se inda parece,
da vista se me perde e da esperança.

a) Na primeira estrofe, há uma contraposição expressa pelos verbos "alongar" e "encurtar". A qual deles está associado o cansaço da vida e qual deles se associa à proximidade da morte?

b) Por que se pode afirmar que existe também uma contraposição no interior do primeiro verso da segunda estrofe?

c) A que termo se refere o pronome "ele" da última estrofe?



resposta:a) O verbo "alongar" associa-se a cansaço da vida. O "encurtar" relaciona-se à proximidade da morte.

b) Há no primeiro verso da segunda estrofe uma oposição entre "gastando" e "cresce". Quanto mais a idade avança, o poeta aproxima-se do fim da vida.

c) O pronome "ele" refere-se ao vocábulo "bem".

vestibular Unicamp2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:O texto a seguir, extraído de "Angústia", romance de Graciliano Ramos, descreve um encontro entre três personagens.

Ao chegar à Rua do Macena recebi um choque tremendo. Foi a decepção maior que já experimentei. À janela da minha casa, caído para fora, vermelho, papudo, Julião Tavares pregava os olhos em Marina, que, da casa vizinha, se derretia para ele, tão embebida que não percebeu a minha chegada. Empurrei a porta brutalmente, o coração estalando de raiva, e fiquei de pé diante de Julião Tavares, sentindo um desejo enorme de apertar-lhe as goelas. O homem perturbou-se, sorriu amarelo, esgueirou-se para o sofá, onde se abateu.
- Tem negócio comigo?
A cólera engasgava-me. Julião Tavares começou a falar e pouco a pouco serenou, mas não compreendi o que ele disse. Canalha.

a) Quem é o narrador desta passagem? Que vínculos existem entre o narrador, Marina e Julião Tavares?

b) Transcreva expressões do trecho acima nas quais está caracterizada a reação emocional do narrador à conversa que presencia.

c) De que maneira essas expressões antecipam o desfecho do romance?



resposta:a) O narrador desta passagem é Luís da Silva. Seus vínculos com Marina e Julião Tavares são de amor e ódio.

b) As expressões emotivas são: "choque tremendo", "decepção maior", "coração estalando de raiva", "desejo enorme de apertar-lhe as goelas", "a cólera engasgava-me" e "canalha".

c) Luís da Silva, depois de muito sofrimento, estrangula Julião Tavares com uma corda.

vestibular Unicamp2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo
pergunta:Nos romances naturalistas, a descrição dos espaços onde transcorre a ação é sempre decisiva. Em "O Bom Crioulo", de Adolfo Caminha, o escravo fugido Amaro tem sua existência dividida entre dois domínios espaciais, um do mar, outro da terra. Leia os trechos a seguir:

O convés, tanto na coberta como na tolda, apresentava o aspecto de um acampamento nômade. A marinhagem, entorpecida pelo trabalho, caíra numa sonolência profunda, espalhada por ali ao relento, numa desordem geral de ciganos que não escolhem terreno para repousar. Pouco lhe importavam o chão úmido, as correntes de ar, as constipações, o beribéri. Embaixo era maior o atravancamento. Macas de lona suspensas em varais de ferro, umas sobre outras, encardidas como panos de cozinha, oscilavam à luz moribunda e macilenta das lanternas. Imagine-se o porão de um navio mercante carregado de miséria. No intervalo das peças, na meia escuridão dos recôncavos moviam-se os corpos seminus, indistintos. Respiravam um odor nauseabundo de cárcere, um cheiro acre de suor humano diluído em urina e alcatrão. Negros, de boca aberta, roncavam profundamente, contorcendo-se na inconsciência do sono. Viam-se torsos nus abraçando o convés, aspectos indecorosos que a luz evidenciava cruelmente.

--

O quarto era independente, com janela para os fundos da casa, espécie de sótão roído pelo cupim e tresandando a ácido fênico. Nele morrera de febre amarela um portuguesinho recém-chegado. Mas o Bom-Crioulo, conquanto receasse as febres de mau caráter, não se importou com isso, tratando de esquecer o caso e instalando-se definitivamente. Todo dinheiro que apanhava era para compra de móveis e objetos de fantasia rococó, "figuras", enfeites, coisas sem valor, muitas vezes trazidas de bordo [...]. Pouco a pouco, o pequeno "cômodo" foi adquirindo uma feição nova de bazar hebreu, enchendo-se de bugigangas, amontoando-se de caixas vazias, búzios grosseiros e outros acessórios ornamentais. O leito era uma "cama de vento" já muito usada, sobre a qual Bom-Crioulo tinha o zelo de estender, pela manhã, quando se levantava, um grosso cobertor encarnado "para ocultar as nódoas".

a) Identifique, nos textos acima, características dos ambientes descritos, determinantes do caráter de Amaro.

b) Como os dois espaços se relacionam especificamente com a tragédia pessoal de "Amaro, o Bom Crioulo?"



resposta:a) Os espaços descritos é a corveta, onde Amaro servia como gajeiro de proa, e ao quarto alugado em que vivia em terra. A degradação física do ambiente determinará a degradação moral de Amaro.

b) No navio, Amaro conhece Aleixo, por quem nutre um amor carnal. No quarto, passa a viver com o amante. Na ausência de Amaro, Aleixo envolve-se com D. Carola. Enciumado, mata Aleixo.

vestibular Ufpr2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Leia os dois poemas de Manuel Bandeira.

Momento num café

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida.

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.


Irene no céu

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

(01) Os dois poemas têm como tema a morte, propício a considerações sobre a transcendência e abordado a partir de elementos cotidianos, o que é um procedimento recorrente na poesia de Manuel Bandeira.
(02) "Irene no Céu", assim como "Evocação do Recife" e "Mangue", traz a evocação de um Brasil de urbanização recente e ainda próximo do período da escravidão, quando as relações sociais e humanas eram diversas das que se encontram no Brasil contemporâneo.
(04) Na segunda estrofe de "Momento num Café" há referências diretas à tuberculose, doença de que Manuel Bandeira sofria desde a juventude e fez de toda sua vida uma espera pela morte que, afinal, só veio na velhice.
(08) Em "Irene no Céu", Manuel Bandeira, ao descrever Irene como "preta" e o ser superior, São Pedro, como um branco a quem ela tem que pedir licença, revela uma postura preconceituosa presente também em "Poema tirado de uma notícia de jornal" e "Rondó do Capitão".
(16) O segundo poema representa uma fase de crise espiritual de Manuel Bandeira, já que, ao contrário do primeiro, em que aparece uma crença profunda na vida eterna, nele a alma se extingue, libertando a matéria.

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resposta:01 + 02 = 03

vestibular Ufpr2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Assinale as afirmações corretas sobre "Terras do sem fim", de Jorge Amado.

(01) O primeiro capítulo do romance, "O navio", através das narrações feitas uns aos outros pelos personagens e da presença da lua vermelha, cheia de presságios, antecipa os aspectos mais importantes do enredo que se desenvolverá a seguir.
(02) As tocaias são assunto constante no romance e, numa delas, Juca Badaró é assassinado por Firmo, que se rejubila do feito e comemora com uma noitada num cabaré; durante essa comemoração é a vez de Firmo ser morto por Sinhô, irmão de Juca Badaró.
(04) Vários personagens do romance, como Fernando, o batedor de carteiras, têm atuação apenas episódica: aparecem para preencher o enredo e depois desaparecem, não tendo maior importância na arquitetura do romance.
(08) Os coronéis que comandam a zona cacaueira são movidos por uma enorme compulsão sexual, sendo capazes de deixar seus interesses pela posse da terra em favor da posse de mulheres "da vida", para quem montam casa.
(16) A respeito da técnica narrativa de "Terras do sem fim", é correto dizer que se trata de um romance estritamente monológico, isto é, os acontecimentos são apresentados ao leitor a partir de um único ponto de vista: o do narrador.

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resposta:01 + 04 + 16 = 21

vestibular Ufpr2002
tópico:Literatura

sub-grupo:Modernismo
pergunta:Assinale as alternativas corretas a respeito de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto.

(01) Ao contrário de Jesus Cristo que, ao nascer, recebeu incenso, ouro e mirra, presentes valiosos, o filho de Severino recebe presentes insignificantes, destituídos de valor simbólico no contexto do poema.
(02) A conversa entre Severino e seu José, o mestre carpina, revela o otimismo ingênuo do segundo, pois ele tenta convencer o retirante de que a felicidade é um bem natural, independentemente das dificuldades, bastando estar vivo para ser feliz.
(04) "É tão belo como um sim/ numa sala negativa" são versos que, somados à cena final, permitem compreender o poema como uma afirmação da vida possível em meio a uma atmosfera desesperançada, preenchida por "coisas de não".
(08) Duas ciganas visitam o recém-nascido e, embora uma delas preveja para a criança uma vida igual à que seus pais tiveram, e a outra enxergue uma mudança de destino, ambas anunciam um futuro cheio de dificuldades para o menino.
(16) No início do texto, Severino fracassa ao tentar individualizar-se em relação a outros Severinos; dessa maneira, estabelece-se o sentido da palavra "severina", adjetivo criado a partir do nome próprio que designa a dificuldade da vida no Nordeste, partilhada por todos os pobres.
(32) Os momentos de alegria do retirante estão relacionados a sua esperança de que existam lugares onde a luta pela sobrevivência seja menos árdua do que no lugar de onde ele emigrou.

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resposta:04 + 08 + 16 + 32 = 60