Questões de Redação - Perguntas e Respostas Comentadas - Exercícios
questões de vestibulares
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Questões Redação

REF. Perguntas / Respostas
vestibular Ufpr2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:Exponha de maneira objetiva, em até dez linhas, as informações contidas no gráfico sobre a presença das minorias no sistema de ensino superior brasileiro, em contraposição à maioria branca.


resposta:Nota-se claramente a exclusão de negros (apenas 2,2) de uma população de 39,5%. Isso revela que as oportunidades estão centradas entre brancos (80%) e amarelos (2,6%). A questão não se deve a questão racial apenas, é preciso atentar às desigualdades sociais como fator de exclusão neste país.

vestibular Ufscar2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:PROVA DE REDAÇÃO

Freqüentemente se lê sobre falar e escrever como necessidades do ser humano. Do ponto de vista acadêmico e profissional, por exemplo, são competências que podem garantir sucesso a muitas pessoas.
O que é importante para falar e escrever com competência, ou seja, de forma que as intenções de comunicação dos indivíduos sejam plenamente satisfeitas de acordo com a situação com que se defrontam?

Leia os textos a seguir e, depois, a proposta de redação.

TEXTO 1
No grupo escolar

Eu vou agora descrever o jeito como se ensinava "linguagem". Era o jeito como se aprendia a ler, a escrever e a redigir na escola pública e na particular.
Já podemos falar de um "era uma vez" um mundo em que a professora primária era levada a sério, por isso ela não media esforços em ensinar seus alunos. Nesse tempo, nos boletins, além da nota de linguagem; aritmética e conteúdos, existia nota de ordem, aplicação e comportamento. Só por aí já vemos que capricho, atenção e modos respeitosos já foram valores a merecer menção. (...)
No ensino de linguagem, a escrita se fazia por meio de cópia, ditado, descrição e composição. Em geral, a professora escrevia no quadro-negro, e os alunos copiavam, e essa cópia era depois religiosamente corrigida pela professora. Copiar é ver e repetir o que se viu. (...) Essa é uma etapa importante, em que se mistura o ler com o escrever.
Já o ditado, pavor das criancinhas recém-alfabetizadas, pede outras aptidões. Escuta-se e transforma-se o som em símbolos gráficos da escrita de que a cópia nos dá o domínio. Automatizar esse processo exige mais tarefas de nosso sistema nervoso. E os ditados também eram corrigidos um a um.
Já sabemos escrever o que vemos (cópia) e sabemos escrever o que ouvimos (ditado). É chegada a hora de escrever o que percebemos. Agora já cabe a quem escreve fazer o ritmo e a respiração, isto é, criar o texto que, na cópia e no ditado, vinham prontos. Cada sala de aula tinha um caderno enorme com desenhos que os alunos tinham de colocar em palavras. Só depois vinham as composições. Para tanto, precisávamos ser capazes de realizar todas as aptidões desenvolvidas nas outras etapas. Por termos praticado a transposição de vários estímulos para a escrita, podíamos, finalmente, transpor também desejos, esperanças e fantasias. Isto é, sentimentos ou, sendo mais específica, subjetividade. Se faremos isso pobremente ou genialmente, depende em parte do exercitar-se e, em parte, das quantidades de que dispomos de cada uma dessas aptidões, da importância que o comunicar-se tem no meio social em que a criatura vive etc. etc. (...) E depois das composições praticávamos cartas, relatórios, tudo lá no curso primário do grupo escolar onde as professoras eram muitíssimo respeitadas e corrigiam, reviam, ensinavam.
Ainda bem que o computador trouxe de volta a importância da escrita, e por isso vale a pena lembrar como se fazia no tempo em que mal-e-mal em alguns escritórios algumas pessoas escreviam a máquina, mas todos tinham de ter uma letra legível. A caligrafia parece, de momento, fora do campo das utilidades a escrita não. Mas ela voltará.
(...) Não é porque sabemos escrever complexos relatos que deixamos de precisar saber fazer cópia, ditado e descrição. Como passar um procedimento se não soubermos descrever, por exemplo? A escrita está em todos os lugares do nosso cotidiano moderno. E seu ensino ficou precário ao privilegiar a criação em detrimento da precisão.
("Equilíbrio", FOLHA DE S. PAULO, 20.09.2001.)


TEXTO 2

A dificuldade com a clareza é um traço cultural no Brasil. "Num país com tantas carências educacionais, falar de maneira rebuscada é indicador de status, mesmo que o falante não esteja dizendo coisa com coisa", afirma o professor Francisco Platão Savioli, da Universidade de São Paulo. Esse amor pelas palavras difíceis tem origem na época da transição do Império para a República, no fim do século XIX. Conforme explica Sérgio Buarque de Holanda, em seu clássico "Raízes do Brasil", com o advento da República o curso superior passou a ser o principal parâmetro de reconhecimento social. Na época, estavam em voga as escolas de direito. Assim, para ser alguém na sociedade daquele tempo, era necessário não apenas ser advogado, mas também falar como advogado. É daí que surge, segundo Sérgio Buarque, a linguagem bacharelesca. Esse estilo floresceu no começo do século XX e, a partir do modernismo, seu prestígio foi decaindo. O português empolado persiste, no entanto, até hoje, em formas degeneradas. Uma delas é o chamado "burocratês", a linguagem dos memorandos das empresas, nos quais mesmo para solicitar uma caixa de clipes são necessárias várias saudações e salamaleques. Outra é a retórica de parte dos políticos. O linguajar pomposo também sobrevive nas teses acadêmicas e, como era de esperar, no discurso dos advogados.
(...)
A dificuldade do brasileiro em falar e escrever de forma a se fazer entender não é apenas conseqüência da tradição bacharelesca. Há outros fatores. Para começar, lê-se pouco no Brasil. A Câmara Brasileira do Livro divulgou recentemente um estudo que mostra que, na verdade, os brasileiros lêem em média apenas 1,2 livro por ano. Não cultivar a leitura é um desastre para quem deseja expressar-se bem. Ela é condição essencial para melhorar a linguagem oral e escrita. Quem lê interioriza as regras gramaticais básicas e aprende a organizar o pensamento.
("Veja", 07.11.2001, pág. 108-9)


TEXTO 3

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilhas estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua.
(...)
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo.
(...)
E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria.
(Luís Fernando Veríssimo. "O gigolô das palavras".)

Baseando-se nos textos apresentados e valendo-se de outras informações de seu domínio, elabore um texto dissertativo em que seja analisada a questão:

OS PRINCÍPIOS BÁSICOS QUE DEFINEM
O BOM USO DA LÍNGUA.



resposta:Dissertação.

vestibular Puc-rio2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:Pesquisa realizada entre 10/12/00 e 25/01/01¢, a partir de entrevistas com pessoas de 14 anos ou mais, em 40 cidades do país, contraria, com dados numéricos, o senso comum de que os jovens brasileiros não se interessam pela leitura.
O quadro adiante representa alguns dos resultados obtidos na pesquisa. Leia-o atentamente.
A partir de uma reflexão sobre os resultados demonstrados nesses quadros, desenvolva um texto em prosa, dissertativo ou argumentativo, sobre a leitura dos jovens brasileiros.
O texto deve ser coerente, bem fundamentado e conter introdução, desenvolvimento e conclusão. Dê um título criativo a seu texto, que deverá apresentar cerca de 25 linhas.

*Entrevistados que leram ao menos um livro no mês anterior à realização da pesquisa.
**Inclui ficção, história da literatura, estatística e correspondência.
***Inclui filosofia das religiões, credos e seitas, história das religiões, livros evangélicos e espíritas.

¢ PAVÃO, Jadir. "Os brasileiros gostam de ler". Época, v. 4, n¡. 165, 16/7/01. p. 98-103.


resposta:Dissertação.

vestibular Fatec2002
tópico:Redação

sub-grupo:Tipos de Discurso
pergunta:
Assinale a alternativa em que o diálogo do primeiro quadrinho tem expressão adequada em discurso indireto, dando seqüência à frase abaixo.

lndagada sobre o segredo de um casamento duradouro, a velha senhora respondeu à jovem secretária

a) isso: fosse você mesma, tivesse seus próprios interesses, desse espaço ao outro e ficando fora do caminho.
b) o seguinte: seja você mesma, tivesse seus próprios interesses, desse espaço ao outro e fique fora do caminho.
c) que fosse ela mesma, tivesse seus próprios interesses, desse espaço ao outro e ficasse fora do caminho.
d) que: seja você mesma, tenha seus próprios interesses, dê espaço ao outro e fique fora do caminho.
e) que fora ela mesma, tenha seus próprios interesses, desse espaço ao outro e ficasse fora do caminho.


resposta:[C]

vestibular Fatec2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:Com base na leitura do texto-estímulo reproduzido abaixo, redija um texto dissertativo-argumentativo que discuta o tema:

Como lidar com o excesso de informação.

Defenda uma opinião, amparada na organização e na relação de fatos e argumentos que a sustentem logicamente.

Lembretes:
1. Empregue a norma culta da língua escrita;
2. Não copie orações, frases e períodos do texto-estímulo;
3. Você pode, entretanto, incorporar algum fato ali mencionado;
4. Se desejar, dê a seu texto o título que julgar conveniente.

Texto-Estímulo:

O eterno sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa a tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. As pessoas hoje parecem estar sofrendo porque não conseguem assimilar tudo o que é produzido para aplacar a sede da humanidade por mais conhecimento. Alguns exemplos dessa síndrome:
- Uma edição de um jornal como o New York Times contém mais informação do que uma pessoa comum poderia receber durante toda a vida na Inglaterra do século XVII.
- Todos os anos é produzido 1,5 bilhão de gigabytes em informação impressa, filme ou arquivos magnéticos. Isso dá uma média de 250 megabytes de informação para cada homem, mulher e criança do planeta. Seriam necessários dez computadores pessoais para cada pessoa guardar apenas a parte que lhe caberia desse arsenal de conteúdo.
- Atualmente existem mais de 2 bilhões de páginas disponíveis na internet. Até o fim do ano esse número estará beirando os 3 bilhões.
- Até o início dos anos 90, a televisão brasileira tinha menos de dez canais. Hoje há mais de 100 emissoras no ar, em diversas línguas, com especialidades diferentes.
- Os americanos compram uma quantidade superior a 1 bilhão de livros por ano. Mais de 43% dos americanos que declaram ser consumidores vorazes de literatura lêem cinco deles por ano. De acordo com a mesma pesquisa, 7% dos compradores dizem ler mais de cinqüenta livros por ano.
Por trás desses elementos, há um fenômeno mais geral. Países, empresas, escolas, famílias estão se rearticulando em outros modelos numa velocidade nunca vista. Mudar é um inferno para a maioria das pessoas. Mais infernal ainda é a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos. "O mal-estar de nosso tempo é a inadequação, o sentimento opressivo de que as outras pessoas estão fazendo as coisas certas, lendo os livros que contam e usando os computadores e programas mais modernos enquanto nós estamos ficando para trás na carreira ou nos relacionamentos", diz o americano Wayne Luke, autor de um livro que compara o ambiente de excesso de informação que existe hoje a uma "areia movediça". Luke observa que nas sociedades ocidentais as pessoas se sentem pisando um chão não muito firme, por não conseguir metabolizar a carga de informações disponível em livros, na imprensa, na televisão e na internet. "Quanto mais sabemos, menos seguros nos sentimos", escreveu Luke. [...].
Como toda ansiedade, a angústia típica de nosso tempo machuca. [...] O problema é mais sério entre os jovens e as mulheres. Quem foi diagnosticado com a síndrome do excesso de informação tem dificuldade até para adormecer. O sono não vem, espantado por uma atitude de alerta anormal da pessoa que sofre. Ela simplesmente não quer dormir para não perder tempo e continuar consumindo informações. Os médicos ingleses descobriram que as pessoas com quadro agudo dessa síndrome são assoladas por um sentimento constante de obsolescência, a sensação de que estão se tornando inúteis, imprestáveis, ultrapassadas. A maioria não expressa sintomas tão sérios. O que as persegue é uma sensação de desconforto - o que já é bastante ruim. [...].
O americano Richard Saul Wurman, autor dos livros "Ansiedade de Informação e Ansiedade de lnformação 2", [...] sugere que as pessoas encarem o mundo como um grande depósito de material de construção. E o que fazer com a matéria-prima? Ora, diz ele, seja um arquiteto de sua própria catedral de conhecimento. A arma para isso é a "ignorância programada", ou seja, a escolha criteriosa do que se quer absorver [...]. O resto deve ser deixado de lado, como o compositor que intercala pausas de silêncio entre as notas para que a música faça sentido aos ouvidos. "A ansiedade de informação é o buraco negro que existe entre os dados disponíveis e o conhecimento. É preciso escapar dela", observa Wurman. Ou, ao menos, não deixar que ela assuma proporções dolorosas para quem precisa ultrapassá-la no dia-a-dia.
(Cristiana Baptista. "A dor de nunca saber o bastante". "Veja": Comportamento, 05 de setembro de 2001)



resposta:Dissertação.

vestibular Ita2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:REDAÇÃO

Leia os quatro textos a seguir e, servindo-se do que eles sugerem, escreva uma dissertação em prosa, de aproximadamente 25 (vinte e cinco) linhas, sobre "o comportamento do povo brasileiro" em situações críticas.

1. Todos os brasileiros deveriam mudar para outro país.

TODOS OS BRASILEIROS TÊM ESSA OPORTUNIDADE DE MUDAR PARA UM PAÍS MELHOR.
UMA TERRA GRANDE E GENEROSA, COM SOLO FÉRTIL, ÁGUA EM ABUNDÂNCIA, RECURSOS NATURAIS PRATICAMENTE INESGOTÁVEIS.
E PARA FAZER ESSA MUDANÇA SÓ PRECISAMOS DE DUAS COISAS: TRABALHO E HONESTIDADE.
O PAÍS NÓS JÁ TEMOS.

O BRASIL VAI MUDAR QUANDO O BRASILEIRO MUDAR.
("O Estado de S. Paulo", 16/7/89.) MPM Sebastião Teixeira, redator. Luís Saidenberg, diretor de arte.


2. CEM ANOS DE ELETRICIDADE

Que tipo de iluminação teriam as ruas das cidades no início do século? Lâmpadas de 32 velas, distantes 40 metros entre si, foram festejadas com fogos de artifício e banda de música quando se acenderam pela primeira vez. O número de lâmpadas nas ruas, sua potência e o uso doméstico, comercial e industrial da eletricidade cresceram exponencialmente com o passar dos anos. Hoje a energia elétrica está incorporada ao nosso cotidiano e só nos damos conta do seu benefício quando ela nos falta.

(FERRARI, Sueli Martini - "As usinas de Monte Serrat e Quilombo." Memória - Eletropaulo, n¡. 24. Depto. de Patrimônio Histórico. São Paulo, 1997, p. 74.)


3.
Estamos hoje a 26 de setembro e não há no céu o menor sinal de chuva. Os gazogenios passam nas ruas - esses agentes retardadores da chuva. A seca outrora desconhecida de S. Paulo começa a mostrar o que é. Irá se acentuando, porque o petróleo não sai e o gazogenio continuará. Mais e mais matas irão sendo abatidas para que haja o mínimo de transporte de que dispomos. As secas se amiudarão, cada vez mais prolongadas. A vestimenta vegetal da terra irá reduzindo, como se reduziu no Nordeste. E um dia teremos nestas plagas sulamericanas o mais belo produto da brasilidade: um novo deserto de Gobi, criado pela imprevidência e estupidez dos homens.
E no entanto há remédios!... Basta que saiamos do caminho da mentira côr-de-rosa e tenhamos a bela coragem de encarar de frente as realidades. Até aqui toda a nossa política tem sido dar combate a meros efeitos, deixando as causas em paz - e nem sequer atinamos com as verdadeiras causas desses desastrosos efeitos. Mas se mudassemos de atitude? Se em vez de imbecilmente persistirmos no ataque a efeitos indagassemos das causas profundas e as removessemos?

(LOBATO, Monteiro - "Prefácio de 'Diretrizes para uma política rural e econômica', de Paulo Pinto de Carvalho", in "Prefácios e entrevistas." São Paulo: Brasiliense, 1964, p. 57-9.) (A ortografia original foi mantida.)


4.


resposta:Dissertação.

vestibular Unicamp2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:REDAÇÃO

ATENÇÃO: SE VOCÊ NÃO SEGUIR AS INSTRUÇÕES RELATIVAS A ESTE TEMA, SUA REDAÇÃO SERÁ ANULADA.

O trabalho humano tem assumido múltiplas dimensões ao longo da história. As alternativas que têm sido postas à disposição ou que têm sido negadas aos indivíduos ou à espécie permitem amplo leque de avaliações. Encontra-se tanto uma defesa incondicional das virtudes da vida laboriosa quanto o elogio do ócio ou a defesa de um tempo de trabalho apenas indispensável à sobrevivência.

Levando em conta as pressões históricas, sociais e mesmo psicológicas que condicionam estas visões, exemplificadas nos textos desta coletânea, que permitem uma discussão da questão em seus aspectos contraditórios, escreva uma dissertação sobre o tema:

TRABALHO: FATOR DE PROMOÇÃO OU DE DEGRADAÇÃO.

1. No inverno, as formigas estavam fazendo secar o grão molhado, quando uma cigarra faminta lhes pediu algo para comer. As formigas lhe disseram: "Por que, no verão, não reservaste também o teu alimento?" A cigarra respondeu: "Não tinha tempo, pois cantava melodiosamente". E as formigas, rindo, disseram: "Pois bem, se cantavas no verão, dança agora no inverno".
(Esopo, "Fábulas Completas", trad. de Neide Skolka, São Paulo, Moderna, 1994.)

2. Uma estranha loucura apossa-se das classes operárias das nações onde impera a civilização capitalista. Esta loucura tem como conseqüência as misérias individuais e sociais que, há dois séculos, torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor pelo trabalho, a paixão moribunda pelo trabalho, levada até o esgotamento das forças vitais do indivíduo e sua prole. Em vez de reagir contra essa aberração mental, os padres, economistas, moralistas sacrossantificaram o trabalho. Pessoas cegas e limitadas quiseram ser mais sábias que seu próprio Deus; pessoas fracas e desprezíveis quiseram reabilitar aquilo que seu próprio Deus havia amaldiçoado.
(Paul Lafargue, "O direito à preguiça", São Paulo, Kayrós, 2 ed., 1980.)

3. Arbeit macht frei
('o trabalho liberta', divisa encontrada nos portões do campo de concentração de Auschwitz).

4. Em 1995 o Brasil tinha cerca de 300 mil voluntários engajados no Terceiro Setor (fundições, associações comunitárias etc.) e mais 3 milhões espalhados por organizações religiosas de todo o tipo (espíritas, pastorais da Igreja etc.). A maioria são pessoas que mal se conhecem, mas que se dispõem a ajudar idosos, inválidos, mães sem recursos, crianças abandonadas, de dia ou de noite, em jornadas extras após o trabalho.
(Miguel Jorge, "Voluntariado e cidadania", "O Estado de S. Paulo", 18/6/2001.)

5. Começa a surgir e a tomar contornos de reivindicação trabalhista o "direito à desconexão": o direito para o assalariado de se desligar - fora do horário de trabalho, nos fins-de-semana, nas férias - da rede telemática, do arreio eletrônico que o liga ao patrão ou a sua firma.
(Luiz Felipe de Alencastro, "A servidão de Tom Cruise, Metamorfoses do trabalho compulsório", "Folha de S. Paulo", Caderno Mais!, 13/8/2000.)

6. A Nike é acusada de vender tênis produzidos em países asiáticos por mão-de-obra aviltada. Um levantamento feito junto a quatro mil trabalhadores de nove das 25 fábricas que servem à empresa na Indonésia revelou que 56% dos trabalhadores queixam-se de insultos verbais, 15,7% das mulheres reclamam de bolinas e 13,7% contam que sofreram coerção física no serviço. Esse estudo foi realizado sob o co-patrocínio da própria Nike. Outro levantamento, feito no Vietnã, mostrou que os trabalhadores ganham US$ 1,60 por dia e teriam que gastar US$ 2,10 para fazer três refeições diárias. Banheiros, só uma vez por dia. Água, duas vezes. O descumprimento das normas de uso do uniforme é punido com corridas compulsórias. Em outros casos, o trabalhador é obrigado a ficar de castigo, ajoelhado. A fábrica da localidade de Sam Yang trabalha 20 horas por dia, tem seis mil empregados, mas o expediente do médico é de apenas duas horas diárias.
(Elio Gaspari, "O micreiro do MIT pegou a Nike", "Folha de S. Paulo", 4/3/2001.)

7. "O trabalho danifica o homem"
(declaração de Maguila, lutador de boxe, parodiando um conhecido provérbio).

8. O bom senso questiona: por que razão os homens dessas sociedades [...] quereriam trabalhar e produzir mais, quando três ou quatro horas diárias de atividade são suficientes para garantir as necessidades do grupo? De que lhes serviria isso? Qual seria a utilidade dos excedentes assim acumulados? Qual seria o destino desses excedentes? É sempre pela força que os homens trabalham além das suas necessidades. E exatamente essa força está ausente do mundo primitivo: a ausência dessa força externa define inclusive a natureza das sociedades primitivas. Podemos admitir a partir de agora, para qualificar a organização econômica dessas sociedades, a expressão economia de subsistência, desde que não a entendamos no sentido de um defeito, de uma incapacidade, inerentes a esse tipo de sociedade e à sua tecnologia, ao contrário, no sentido da recusa de um excesso inútil, da vontade de restringir a atividade produtiva à satisfação das necessidades. [...] A vantagem de um machado de metal sobre um machado de pedra é evidente demais para que nela nos detenhamos: podemos, no mesmo tempo, realizar com o primeiro talvez dez vezes mais trabalho que com o segundo; ou então executar o mesmo trabalho num tempo dez vezes menor.
(Pierre Clastres, "A Sociedade contra o Estado", Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1973.)

9. É realmente muito triste para mim, hoje em dia, saber que os pastores não conhecem essa tremenda verdade. E é doloroso pensar que eles continuarão, uivando como cães, a disputar o "meu" e o "teu", numa luta ferina e bestial. Continuarão a viver dilacerando-se uns aos outros e cuspindo sangue, tragicamente, em proveito de patrões que desconhecem. Nosso sangue fervilhava no esforço, regava a terra, coagulava-se. E nós estávamos contentes. Como poderíamos desconfiar que o fruto de nosso sangue ia engordar as aves de rapina das cidades, luzidias e repousadas, em suas casas confortáveis? Cada um de nós, na mocidade, construía com vistas à velhice, sem saber que, numa sociedade como a nossa, a velhice, com ou sem olival, seria tragicamente desprezada pelos jovens! E cada um de nós entregava-se a esse demônio que derramava nos campos nossas energias, espalhando-as conforme seu capricho, tornando-nos felizes sem dilacerar assim nossa própria carne, esquecidos das calamidades e dos caprichos da natureza.
(Gavino Ledda, "Pai Patrão", Rio de Janeiro, Círculo do Livro, s.d.) ["Padre Padrone" é um romance de 1975, que deu origem ao filme dos irmãos Taviani, com o mesmo título. Trata da dura vida de trabalho do filho de um camponês da Sardenha.]

10. O argumento é conhecido, justo e internacional: por lei, as crianças devem estar na escola, e não trabalhando 12 horas por dia; empresários inescrupulosos recorrem ao trabalho infantil, pagando salários indecentes; portanto, é preciso uma lei para impedir essas injustiças. A questão é: qual lei? No caso brasileiro, a lei pode levar as crianças a perder o emprego e a não ganhar nada em termos de aprendizado profissional. Portanto, para que se cumpra a lei, os menores de 16 anos deverão ser despedidos. A verdadeira alternativa, para muitos adolescentes, não é estudar ou trabalhar, mas trabalhar ou não. As famílias pobres precisam dessa renda, que a lei acaba confiscando.
(Adaptado de Carlos A. Sardenberg, "Boas intenções que matam", O Estado de S. Paulo, 18/6/2001.)

11. Fotografia de Sebastião Salgado: escadas nas minas de ouro de Serra Pelada. Brasil, 1986.

(http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/p_op1/p08w.html)


resposta:Dissertação.

vestibular Unicamp2002
tópico:Redação

sub-grupo:Narração
pergunta:REDAÇÃO

ATENÇÃO: SE VOCÊ NÃO SEGUIR AS INSTRUÇÕES RELATIVAS A ESTE TEMA, SUA REDAÇÃO SERÁ ANULADA.

Leia o texto a seguir, parte de um depoimento de "Luiz Castilhos, branco, natural do Estado do Rio, de 42 anos, solteiro, sabendo ler e escrever", em que ele relata a briga que teve com "Joaquim de Souza, mulato, de 32 anos, casado, analfabeto". O depoimento consta nos autos do processo criminal no qual foi réu este último, no Rio de Janeiro, em 1910.

"[declara] que trabalhava no trapiche Comércio à rua da Saúde, onde também trabalhava Joaquim Antonio de Souza; que o trabalho que na ocasião faziam o declarante, Joaquim e outros era pesar carne-seca, que então ali chegando um homem que não é vagabundo pediu a Joaquim um pedaço de carne para comer; que Joaquim como resposta disse ao homem que pedia que fosse pedir à puta que o pariu; que o declarante fazendo ver a Joaquim que havia muita carne e que por conseqüência um pedaço que desse ao homem para comer em nada prejudicaria ao dono da mercadoria, Joaquim voltando-se para o declarante mandou-o também à puta que o pariu; que em vista do mau humor de Joaquim o declarante retirou-se do trapiche visto como naquele momento terminaria o trabalho do dia; que em seguida o declarante foi à pagadoria receber a sua diária; que ao voltar da pagadoria Joaquim desfechou-lhe quatro ou cinco tiros [...]"
(Extraído de Sidney Chaloub, "Trabalho, Lar e Botequim": O Cotidiano dos Trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Époque, São Paulo, Brasiliense, 1986, p. 105.)

O depoimento anterior transcrito contém elementos que permitem a construção de uma narração: personagens, uma situação problemática e um desfecho.

Inspirando-se nos dados desse depoimento, escreva uma narração

- em terceira pessoa;
- com personagens e elementos da situação construídos com base no texto;
- que contenha, além do desfecho constante no depoimento, um segundo desfecho, com fatos ocorridos posteriormente aos relatados e que tenham ALGUMA RELAÇÃO COM TRABALHO.

- Não esqueça que você pode valer-se de informações da coletânea geral e dos enunciados das questões desta prova para escrever sua narração.



resposta:Narração.

vestibular Unicamp2002
tópico:Redação

sub-grupo:
pergunta:REDAÇÃO

ATENÇÃO: SE VOCÊ NÃO SEGUIR AS INSTRUÇÕES RELATIVAS A ESTE TEMA, SUA REDAÇÃO SERÁ ANULADA.

Considerando especialmente as informações contidas na matéria jornalística transcrita a seguir, escreva uma carta a um interlocutor de sua escolha (por exemplo, a um sindicalista, a um político, a um empresário) sugerindo que ele se empenhe na aprovação de um projeto de lei que acabe com as horas extras.

Nesta carta, você deverá, necessariamente, especificar os principais pontos do projeto de lei que gostaria de ver aprovado.
Lembre-se de que você deverá identificar claramente seu destinatário e organizar seus argumentos, a fim de convencê-lo a acatar sua sugestão.

- Não esqueça que você pode valer-se de informações da coletânea geral e dos enunciados das questões desta prova para escrever sua carta.
- Ao assinar a carta, use iniciais apenas, de forma a não se identificar.

PRODUÇÃO: Horas extras impedem a criação imediata de 4,9 milhões de empregos no país, calcula economista

CRESCE PRÁTICA DE HORA EXTRA NA ECONOMIA DE SP
Segundo pesquisa Seade-Dieese, 40,3% dos assalariados já ultrapassam a jornada de 44 horas semanais

SÃO PAULO. A recuperação da economia vem se sustentando em boa parte com o uso de horas extras no trabalho. Segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, 40,3% dos assalariados da Região Metropolitana de São Paulo trabalharam, em março, além da jornada de 44 horas semanais fixada na Constituição, contra 35,6% no mesmo mês de 2000. No comércio, foram nada menos do que 52,3%; e na indústria 40,9% prolongaram o expediente. No setor de serviços, o percentual foi de 36,2%.
O economista Mário Pochmann, secretário extraordinário do Trabalho de São Paulo, calcula que se a jornada fosse cumprida seriam criados imediatamente 4,9 milhões de postos de trabalho no país, mais do que o suficiente para acabar com o contingente de 1,02 milhão de desempregados das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.

FIESP: contratar tem custo alto

Pochmann utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), do IBGE, realizada em 1999. Esta indicou que cerca de 27 milhões de brasileiros, de um total de 70 milhões de ocupados à época, trabalhavam mais que a jornada legal.
- No Brasil, a exceção virou regra e comprometeu a criação de novos postos de trabalho - diz o Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício.
Essa cultura sobrevive tanto em tempos de economia aquecida quanto de recessão. Para as empresas, o recurso das horas extras evita o risco de contratações em momentos de incerteza, além de reduzir custos trabalhistas.
- Os custos de contratação e demissão são muito altos no Brasil - justifica o empresário Roberto Faldini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A legislação prevê que um trabalhador faça até duas horas adicionais por dia útil, além de oito no sábado e oito no domingo, num total de até 26 horas extras semanais. Mas a maioria dos trabalhadores encara esse expediente como forma de complementar a renda e aceita propostas de aumento de jornada.
- Isso derruba qualquer tentativa dos sindicatos de desestimular a prática das horas extras - afirma o diretor-técnico do Dieese, Sérgio Mendonça.
Paulo Roberto Garcia Silva Júnior, de 20 anos, metalúrgico de São Paulo, é um exemplo dessa tendência. Há oito meses, foi contratado para trabalhar das 6h às 15h30m, por R$ 370,00 mensais. Hoje, no entanto, consegue quase o dobro fazendo horas extras diárias e folgando só um domingo por mês.
- Procuro fazer o máximo de horas extras para ganhar mais - diz o operário.
O excesso não é uma prática exclusiva dos empregadores. No fim do ano passado, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, descobriu que os cerca de 700 funcionários do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo faziam mais de cinco mil horas extras por mês. Paulinho proibiu essa prática no Sindicato e a qualidade do atendimento, segundo ele, não diminuiu. Agora, o sindicalista quer propor ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, que adote medidas restringindo o uso de horas extras pelas empresas.
Além de comprometer a geração de empregos, as horas extras também prejudicam a produtividade, aumentando os riscos de acidentes de trabalho. De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Previdência e Assistência Social, o número de mortes em acidentes de trabalho em 1999 foi de 3.923, representando um aumento de 3,6% em relação a 1998.
(Marcelo Rehder, "O Globo", Caderno Economia, 8/5/2001, p. 25.)

Evolução do trabalho extra

PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES QUE FIZERAM HORA EXTRA NO TOTAL DE ASSALARIADOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO.


resposta:Carta.

vestibular Enem2001
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:Conter a destruição das florestas se tornou uma prioridade mundial, e não apenas um problema brasileiro. (...) Restam hoje, em todo o planeta, apenas 22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; a África, 92%; a Oceania, 78%; a América do Norte, 66%; e a América do Sul, 54%. Cerca de 45% das florestas tropicais, que cobriam originalmente 14 milhões de km quadrados (1,4 bilhão de hectares), desapareceram nas últimas décadas. No caso da Amazônia Brasileira, o desmatamento da região, que até 1970 era de apenas 1%, saltou para quase 15% em 1999. Uma área do tamanho da França desmatada em apenas 30 anos. Chega.
(Paulo Adário, "Coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace." http://greenpeace.terra.com.br)


Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial. (...)
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "(...) a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar.
("O planeta é um problema pessoal - Desenvolvimento sustentável." www.wwf.org.br)


De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado.
O que fere a terra, fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Trecho de uma das várias versões de carta atribuída ao chefe Seattle, da tribo Suquamish. A carta teria sido endereçada ao presidente norte-americano, Franklin Pierce, em 1854, a propósito de uma oferta de compra do território da tribo feita pelo governo dos Estados Unidos.
(PINSKY, Jaime e outros (Org.). "História da América através de textos", 3  ed. São Paulo: Contexto, 1991.)

Estou indignado com a frase do presidente dos Estados Unidos, George Bush.
"Somos os maiores poluidores do mundo, mas se for preciso poluiremos mais para evitar uma recessão na economia americana".
R.K., Ourinhos, SP. (Carta enviada à seção "Correio" da "Revista Galileu." Ano 10, junho de 2001).

Com base na leitura dos quadrinhos e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: DESENVOLVIMENTO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: COMO CONCILIAR OS INTERESSES EM CONFLITO?

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos humanos.

Observações:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
- O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrativa.
- O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
- A redação deverá ser apresentada a tinta.


resposta:Dissertação.

vestibular Fuvest2002
tópico:Redação

sub-grupo:Dissertação
pergunta:Observação: No Vestibular de 1999, a FUVEST propôs aos candidatos que avaliassem a atual geração de jovens, isto é, a geração de que eles próprios faziam parte.
Desta vez, muda-se a perspectiva e propõe-se aos candidatos que avaliem a geração precedente: a de seus formadores. Assim, o tema para este ano é:


REDAÇÃO

Como você avalia os responsáveis por sua formação, ou seja, seus pais e familiares, professores, orientadores religiosos, líderes políticos, intelectuais, autoridades etc.?

Visando ao desenvolvimento do tema, você poderá, se quiser, refletir sobre as seguintes questões: quais foram os principais responsáveis por sua formação? Quais são as características mais marcantes que apresentam? Você julga que eles assumiram, de fato, sua função de formadores? Em que aspectos a formação que lhe proporcionaram foi satisfatória ou insatisfatória? Você poderá, ainda, identificar os valores que são realmente importantes para eles, opinando sobre esses valores. Poderá, também, considerar se eles são, em si mesmos, pessoas íntegras e felizes e se, assim, constituem bons modelos de vida.

Considerando aspectos como os acima sugeridos ou, ainda, escolhendo outros que você julgue mais importantes para tratar do tema, redija, com sinceridade e plena liberdade de opinião, uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, em linguagem adequada à situação, procurando argumentar com pertinência e coerência.



resposta:Dissertação.

vestibular Ufsc2002
tópico:Redação

sub-grupo:
pergunta:Nos exemplos a seguir, retirados do texto, de Garcia-Roza, existem descrições - de movimentos e de características de seres - sendo percebidas pela visão, tato e paladar. Em relação ao especificado, assinale a(s) proposição(ões) FALSA(S).

01. "Viu-o, da janela, caminhando a passos lentos em direção ao ateliê."

02. "- É seu autor predileto, inspetor? - Havia um leve toque de ironia na voz."

04. "Se viera correndo, agora não demonstrava pressa. Deteve-se algum tempo no topo da escada apreciando a mangueira."

08. "- O senhor entende de arte, inspetor?"

16. "Enquanto tomava café, Espinosa vagava pela sala olhando atentamente os objetos, verificando a marca dos pincéis, apreciando as caixas de lápis, detendo-se em cada prateleira da estante. O olhar, contudo, não parecia policial, mas estético."



resposta:02 + 08 = 10