Banco de dados de questões sobre Humanismo
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Questões Humanismo

REF. Pergunta/Resposta
origem:Fuvest
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:I. Autor que levava no palco a sociedade portuguesa da primeira metade do século XVI, vivenciando, na expressão de Antônio José Saraiva, o reflexo da crise.
II. Atuou na linha do teatro de costumes, associou o burlesco e o cômico em dramas e comédias ao retratar flagrantes da vida brasileira, do campo à cidade.

Os enunciados referem-se, respectivamente, aos teatrólogos:
a) Camilo Castelo Branco e José de Alencar.
b) Machado de Assis e Miguel Torga.
c) Gil Vicente e Nélson Rodrigues.
d) Gil Vicente e Martins Pena.
e) Camilo Castelo Branco e Nélson Rodrigues.




resposta:[D]

origem:Unitau
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Em relação a Gil Vicente, é incorreto dizer que
a) recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina.
b) sua primeira produção teatral foi "Auto dos Reis Magos".
c) suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares.
d) suas obras surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa.
e) seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época.




resposta:[B]

origem:Unesp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Confrontando os fragmentos do AUTO DA LUSITÂNIA e de O CORTIÇO, percebe-se que o comportamento de João Romão corresponde, até com sarcasmo, a uma das atitudes que o auto de Gil Vicente atribui a Todo o Mundo. Compare ambos os textos e responda:
a) Qual é esse comportamento de João Romão?
b) Aponte uma passagem de cada um dos textos em que tal comportamento esteja caracterizado.




resposta:a) A ganância, a ambição.
b) Auto da Lusitânia: "e meu tempo todo inteiro/ sempre é buscar dinheiro".
O Cortiço: "Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente.

origem:Fuvest
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:
a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.
b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.
c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal.
d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.
e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.




resposta:[B]

origem:Mackenzie
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:NINGUÉM:
Tu estás a fim de quê?

TODO MUNDO:
A fim de coisas buscar
que não consigo topar.
Mas não desisto,
porque o cara tem de teimar.

NINGUÉM:
Me diz teu nome primeiro.

TODO MUNDO:
Eu me chamo Todo Mundo
e passo o dia e o ano inteiro
correndo atrás de dinheiro,
seja limpo ou seja imundo.

BELZEBU:
Vale a pena dar ciência
e anotar isto bem,
por ser fato verdadeiro:
que Ninguém tem consciência,
e Todo Mundo, dinheiro.

No trecho, Carlos Drummond de Andrade reconstruiu, com nova linguagem, parte de um texto de importante dramaturgo da língua portuguesa.
Trata-se de:
a) Gil Vicente.
b) Dom Diniz.
c) Luís Vaz de Camões.
d) Sá de Miranda.
e) Fernão Lopes.




resposta:[A]

origem:Fuvest
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Considere as seguintes afirmações sobre o "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente:

I. O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas.
II. A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador.
III. A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos.

Está correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) II e III.
d) I e II.
e) I e III.




resposta:[C]

origem:Pucsp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Esta questão refere-se às obras AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente, e MORTE E VIDA SEVERINA (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto.
Leia as alternativas a seguir e assinale a correta.
a) As duas obras apresentam uma critica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste.
b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha.
c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte.
d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em AUTO DA BARCA DO INFERNO, é somente realizada pelo Diabo, e, em MORTE E VIDA SEVERINA, pela miserabilidade da vida.
e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constróem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos.




resposta:[A]

origem:Pucsp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Diabo, Companheiro do Diabo, Anjo, Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Brísida Vaz, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens de AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente.
Analise as informações a seguir e selecione a alternativa incorreta, cujas características não descrevam adequadamente a personagem.
a) Onzeneiro idolatra o dinheiro, é agiota e usurádo; de tudo que juntara, nada leva para a morte, ou melhor, leva a bolsa vazia.
b) Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte; leva a amante e as armas de esgrima.
c) Diabo, capitão da barca do inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico.
d) Anjo, capitão da barca do céu, é quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível.
e) Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação íntegra e exata das leis; leva papéis e processos.




resposta:[E]

origem:Unicamp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Leia agora as seguintes estrofes, que se encontram em passagens diversas de A FARSA DE INÊS PEREIRA de Gil Vicente:

Inês:
Andar! Pero Marques seja!
Quero tomar por esposo
quem se tenha por ditoso
de cada vez que me veja.
Por usar de siso mero,
asno que leve quero,
e não cavalo folão;
antes lebre que leão,
antes lavrador que Nero.

Pero:
I onde quiserdes ir
vinde quando quiserdes vir,
estai quando quiserdes estar.
Com que podeis vós folgar
que eu não deva consentir?

(nota: folão, no caso, significa "bravo", "fogoso")

a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques, após o malogrado matrimônio com o escudeiro. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando?

b) A fala de Pero, dirigida a Inês, revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Qual é essa característica ?

c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês, explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral.




resposta:a) O trecho que se relaciona literalmente com o final da peça é "asno que me leve quero". Pero Marques age como um "asno" em duas situações: a primeira quando serve de cavalgadura; a segunda, por não saber que Inês o traía.

b) O primeiro marido de Inês - Brás da Mata - tratava-a de modo agressivo e tirânico, já Pero dá-lhe total liberdade.

c) É uma sátira moral da sociedade portuguesa da época. Inês abandona seus ideais com o propósito de levar uma vida prazerosa.

origem:Ufrs
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:Em relação ao "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, considere as seguintes afirmações.

I - Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa de seu tempo.
II - Representa a transição da Idade Média para o Renascimento, guardando traços dos dois períodos.
III - Sugere que o Diabo, ao julgar justos e pecadores, tem poderes maiores que Deus.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.




resposta:[E]

origem:Pucsp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:O argumento da peça "A Farsa de Inês Pereira", de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular "Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube". Identifique a alternativa que NÃO corresponde ao provérbio, na construção da farsa.
a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento.
b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba.
c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega.
d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês.
e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.




resposta:[E]

origem:Unifesp
tópico:
Literatura

sub-grupo:Humanismo

pergunta:No fragmento do "Auto da Lusitânia", o autor utiliza um recurso estilístico que consiste no emprego de vocábulos antônimos, estabelecendo contrastes, como "vida/morte", "louvado/repreendido", e outros. No fragmento de "Ode triunfal", ocorre um outro recurso de estilo que consiste na invocação de seres reais ou imaginários, animados ou inanimados, vivos ou mortos, presentes ou ausentes, como "ó rodas", "ó grandes ruídos modernos" e outros. Esses recursos estilísticos são conhecidos, respectivamente, como
a) eufemismo e onomatopéia.
b) eufemismo e apóstrofe.
c) antítese e apóstrofe.
d) antítese e eufemismo.
e) antítese e onomatopéia.




resposta:[C]

 


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