Banco de dados de questões sobre Modernismo
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Questões Modernismo

REF. Pergunta/Resposta
origem:Uem
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Leia o fragmento a seguir e assinale o que for correto.

"O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
O que havia mais que fizesse Ana aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles.
[...] Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos."
(Clarice Lispector, "Amor", In: "Laços de família")

01) O conto "Amor", de Clarice Lispector, não é um dos mais típicos da autora, já que está centrado sobre uma problemática social, a do deficiente visual; mais especificamente, sobre o descaso a que o "diferente" é submetido em uma sociedade que privilegia a norma. Como integrante dessa sociedade, a protagonista Ana passa a questionar a legitimidade de sua organização e os valores sobre os quais está erigida.
02) A prosa de Clarice Lispector, inaugurada em 1944, com a publicação de seu primeiro romance, "Perto do coração selvagem", aparece em um cenário literário em que predominava a narrativa regionalista (romance de 30 ou ciclo nordestino), que, de modo geral, tratava das relações do homem com a seca e com a miséria, denunciando as relações de favor entre os poderosos e a política do coronelismo. Seu texto de caráter introspectivo, portanto, contrastava com a prosa em vigor. O uso intensivo do discurso indireto livre para captar o pensamento das personagens, como se verifica no recorte acima, faz quase desaparecer a história propriamente dita: ao invés da narrativa de acontecimentos, com começo, meio e fim, tem-se a revelação do universo psicológico das personagens, com base na memória e na emoção.
04) No conto "Amor", como é comum nos textos de Clarice Lispector, acontece um momento, que a crítica costuma chamar de EPIFANIA ou de REVELAÇÃO, em que a personagem, mediante uma imagem ou um acontecimento qualquer, defronta-se repentinamente com uma verdade que lhe confere uma nova maneira de "ler" a realidade. Em outras palavras, um acontecimento que parece banal, desprovido de importância, provoca uma iluminação repentina na consciência da personagem. Em "Amor", a imagem do cego mascando chiclete desencadeia em Ana um processo de autoconhecimento que a leva a refletir acerca da legitimidade da organização da sua vida cotidiana.
08) No quadro da terceira geração do Modernismo no Brasil, pode-se afirmar que Clarice Lispector e João Guimarães Rosa inauguram um novo estilo literário. Clarice Lispector inova em relação à: 1) temática (sondagem do universo psicológico de suas criaturas); 2) estrutura da narrativa (ruptura com a linearidade/ fluxo da consciência); 3) linguagem (transita entre a prosa narrativa e as imagens típicas da poesia). Guimarães Rosa confere à temática do regional um caráter filosófico, recriando o mundo sertanejo pela linguagem, a partir da apropriação de recursos da oralidade, da criação de neologismos, dos desvios de sintaxe, entre outros.
16) Com base no conto destacado e na obra de Clarice Lispector em geral, pode-se afirmar que, para a autora, a literatura é um caminho para explicar a realidade da vida. Por isso, em sua ficção, sempre há a preocupação com a explicação das causas sociais e políticas dos acontecimentos que condicionam a vida das personagens, e o enredo assume importância maior no texto.




resposta:14

origem:Uem
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Sobre o romance "Incidente em Antares", de Érico Veríssimo, assinale o que for correto.

01) "Incidente em Antares", romance pertencente à terceira fase da prosa de Érico Veríssimo, tem elementos regionalistas nítidos, mas supera as preocupações do regionalismo ao utilizar a história do Rio Grande do Sul como recurso para retratar criticamente o momento pelo qual passava o Brasil como um todo, utilizando, para tal fim, a mescla de fatos históricos e ficcionais, sendo os últimos de dois tipos: verossímeis (ou seja, realistas) e fantásticos.
02) "Incidente em Antares", romance considerado pertencente à segunda fase da prosa de Érico Veríssimo, pode ser descrito como um típico romance regionalista. Tal afirmação pode ser justificada através de exemplos tirados do texto, como a minuciosa reconstituição do passado histórico de Antares, feito com base em documentos encontrados por pesquisadores.
04) "Incidente em Antares" é, basicamente, a saga de duas famílias, inicialmente inimigas, depois tornadas aliadas pelas circunstâncias. Da mesma maneira que "O Tempo e o Vento", é um romance histórico, centrado nas vidas das várias gerações das famílias Vacariano e Campolargo.
08) "Incidente em Antares" é, basicamente, um romance psicológico, empenhado em desvendar ao leitor as motivações inconscientes das suas personagens. Como exemplo, tem-se Valentina e Pedro Paulo, com sua atração proibida, reprimida, que jamais chega a se realizar, mas que é visível e plenamente analisada para o leitor.
16) "Incidente em Antares", romance da primeira fase da prosa de Érico Veríssimo, compõe, juntamente com "Clarissa" e "Olhai os Lírios do Campo", uma trilogia que fez enorme sucesso junto ao público feminino, por sua temática branda, lírica e afetuosa, sua linguagem poética e seu tratamento ingênuo e otimista de assuntos como a adolescência, a vida pacata numa cidadezinha gaúcha, o primeiro amor.
32) A construção da personagem Quitéria Campolargo é considerada "problemática" por muitos estudiosos: seu comportamento sofre uma mudança radical. De matrona poderosa, mandona, respeitada por todos, ela passa a defender os pobres e a tomar seu partido em praça pública, sem que haja uma explicação clara dos motivos de tal mudança. Embora o contexto de sua mudança seja fantástico, não se pode, logicamente, esperar que uma alteração tão grande de comportamento aconteça numa personagem bem construída.
64) A relação das personagens Ritinha e Joãozinho Paz é comovente, e a metáfora escolhida pelo Padre para significar a Joãozinho que a mulher está a salvo vem enfatizar seu significado simbólico no contexto do romance: a viúva, grávida, despedindo-se do marido amado, é comparada à Virgem Maria, fugindo da perseguição de Herodes.




resposta:65

origem:Ufmg
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:A questão deve ser respondida com base na leitura da obra indicada previamente.

Todos os trechos que se seguem, de Caderno H, de Mário Quintana, expressam as concepções poéticas do autor, EXCETO:
a) Mover-se com a máxima amplitude dentro dos próprios limites.
b) Ah, essas pequenas coisas, tão quotidianas, tão prosaicas às vezes, de que se compõe meticulosamente a tecitura de um poema...
c) Pertencer a uma escola poética é o mesmo que ser condenado à prisão perpétua.
d) Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.




resposta:[D]

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Memorial de Maria Moura
"Naquele dia, na igreja, eu mesma nunca entendi por que fui me confessar. Talvez só para tomar coragem. De certa forma, quem sabe para ter Deus do meu lado. Era uma espécie de recurso desesperado, eu não sabia que fazer de mim. Só sabia que tinha de matar o Liberato."
Rachel de Queiroz

Sobre "Memorial de Maria Moura", de Rachel de Queiroz, pode-se afirmar que:
( ) o romance é ambientado na zona rural do Nordeste. Conta a trajetória de uma mulher que, perdendo os pais e tendo problemas com o padrasto, a quem manda matar, e com primos, que querem tomar-lhe a propriedade, foge, com alguns capangas e auxiliares, para o sertão. Lá na serra, constrói uma Casa Forte, de onde domina a região, transformando-se numa espécie de fora-da-lei, chefe de um bando que obedece às suas ordens cruéis e autoritárias.
( ) os capítulos da obra dão voz a vários personagens; por isso, cada um deles tem suas diferenças de estilo.
( ) o personagem que abre o romance é o padre, que ouve a confissão de Maria Moura, ainda jovem de 17 anos. Ao aderir ao bando, ele toma o nome de Beato Romano.
( ) a narradora central é a própria Maria Moura. No entanto, também tem voz na narrativa, fazendo o contraponto, o Beato Romano, os primos Irineu, Tonho e Marialva, mulher de Valentim. João Rufo, o fiel empregado e protetor, não aparece como narrador em nenhum dos capítulos, não tendo, portanto, voz própria.
( ) a linguagem do romance é forte, crua e descreve personagens bem delineados. Ao final, Maria Moura se envolve em luta com a polícia e morre cercada pelo bando.




resposta:V V V V F

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Sobre Cecília Meireles e Manuel Bandeira, podemos afirmar que:
( ) ambos são poetas que aderiram ao Modernismo, embora tenham experimentado outras tendências estéticas anteriores.
( ) Bandeira eliminou posteriormente os resíduos parnasianos e simbolistas de sua poesia, os quais podem ser observados em "Cinza das Horas" e "Carnaval". Como se lê em sua poesia, predominam o lirismo do eu e o subjetivismo.
( ) Bandeira empresta à sua poesia um caráter confidencial, mas, ao contrário dos poetas românticos, observa-se que ironiza seus próprios desejos, considerando-os ilusões.
( ) Cecília Meireles, considerada uma neo-simbolista, é, contudo, bastante objetiva na construção de sua temática poética.
( ) apesar da delicadeza de suas imagens e da propriedade de seus símbolos, como no texto transcrito, a poesia de Cecília tem caráter inovador e futurista.




resposta:V V V F F

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:"São Paulo é um palco de bailados russos,
Sarabandam a tísica, a ambição, a inveja, os crimes,
E também as apoteoses da ilusão".
(Mário de Andrade)

"Alguns anos vivi em Itabira
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
...........................................................
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!"
(Carlos Drummond de Andrade)

Algumas semelhanças e diferenças podem ser observadas entre Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade. Analise-as.
( ) Enquanto Mário de Andrade foi da geração de 22, que deu início ao Modernismo, Drummond é considerado como sendo da geração de 30, a qual, embora seguindo o que preconizava a geração anterior, consolidou a liberdade da forma poética e usou tanto temas universais como intimistas.
( ) Ambos celebram sua cidade natal (São Paulo e Itabira), embora desencantados e sem o ufanismo dos parnasianos.
( ) A obra de ambos abrange prosa e poesia: Drummond escreveu crônicas, contos e poemas, e Mário de Andrade escreveu poemas, contos, romances e uma rapsódia, como ele classificou, "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter".
( ) Mário de Andrade, em "Clã do Jabuti", inicia uma fase de nacionalismo estético e pitoresco, que reflete a busca do primitivismo, do ingênuo, do folclórico, da alma nacional. A mesma tendência pode-se verificar em Drummond, a partir de "A Rosa do Povo".
( ) Ambos, como última fase de sua poesia, apresentaram como novidade poemas de temas eróticos, reunidos em livros: "O Amor Natural", de Drummond, e "Amar, Verbo Intransitivo", de Mário de Andrade.




resposta:V V V F F

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Acerca do Romance de 30, analise as proposições adiante.
( ) O ciclo do Romance Regional de 30 é um dos principais da prosa dessa geração. É o regionalismo nordestino, abordando a decadência da região, tendo como tema único o êxodo rural provocado pela seca.
( ) Graciliano Ramos, alagoano, iniciou-se na literatura com "Caetés". Tem como obras principais "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Angústia", nas quais analisa a realidade da vida rural do nordeste, com aspereza, linguagem rigorosa, precisa e despojada, sem nenhuma concessão sentimental.
( ) José Lins do Rego, paraibano, aborda, em seus livros do Ciclo da Cana-de-Açúcar, o esplendor e a decadência dos engenhos do Nordeste e do patriarcalismo rural. Em suas obras, mistura biografia com ficção. Nelas predomina a linguagem espontânea e repetitiva.
( ) Rachel de Queiroz, cearense, escreveu como livro de estréia, "O Quinze". Sua narrativa sintoniza-se com o regionalismo da geração de 30, em que se pode notar a pré-consciência do subdesenvolvimento. Nesta fase de sua obra, destaca-se, ainda, "Caminho de Pedra". Mais tarde, a escritora abandonou os temas de denúncia social.
( ) Jorge Amado, baiano, em um realismo precário, mas pitoresco, descreve, em "Jubiabá", as agruras da seca do sertão baiano.




resposta:F V V V F

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:"Moço: Toda saudade é uma espécie de velhice".
"Amar é reconhecer-se incompleto".
"Viver é muito perigoso".
(Guimarães Rosa)

As frases acima são de autoria de Guimarães Rosa. Sobre esse autor, podemos afirmar que:
( ) fez parte da geração de 45, cujo diferencial foi a expansão do regionalismo, um regionalismo universal e cósmico.
( ) em suas narrativas, retrata o sertão das Gerais, e a gente que lá vive: matutos, vaqueiros, crianças, velhos, feiticeiros e loucos, sem priorizar questões regionais.
( ) como se vê nas frases acima, a sua linguagem incorpora o falar coloquial dos sertanejos, com o uso de aforismos.
( ) não conseguiu atingir o objetivo de renovação da linguagem literária, tendo sua obra um caráter passadista e pouco inovador.
( ) no conjunto de sua obra, destacam-se "Sagarana", seu livro de estréia, "Corpo de Baile", "Tutaméia" e um único romance, considerado sua obra-prima, "Grande Sertão: Veredas".




resposta:V V V F V

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:"Vivo no quase, no nunca e no sempre. Quase, quase - e por um triz escapo."
(Clarice Lispector)

Sobre a autora e sua obra, analise as proposições a seguir.
( ) Clarice causou impacto pelas novas perspectivas em que desloca o olhar do leitor para novos ângulos de paisagens deslumbrantes e exóticas.
( ) Escreveu romances, contos e crônicas, em linguagem límpida e clara, de fácil compreensão, pela ausência de conotações ou metáforas.
( ) Descrevia os processos interiores do ser em relação consigo mesmo e com o mundo. Os personagens são compelidos a uma dolorosa viagem interior, que resultará numa transformação íntima radical, como observada no texto acima.
( ) Em "A Hora da Estrela", toma como personagem principal uma figura desprezada pela sociedade brasileira: a imigrante nordestina.
( ) Influenciada pela obra de autores como Joyce e Faulkner, a autora guarda desses modelos o predomínio do monólogo interior e o fluxo da consciência.




resposta:F F V V V

origem:Ufpe
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Enfunando os papos
Saem da penumbra
Aos pulos, os sapos
A luz os deslumbra

Em ronco que aterra
Berra o sapo-boi
-Meu pai foi à guerra!
-Não foi!-Foi!-Não foi!

O sapo-tanoeiro
Parnasiano aguado
Diz - Meu cancioneiro
É bem martelado!

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! e nunca rimo
Os termos cognatos
Manuel Bandeira. "Os Sapos"

Leia o poema acima e analise as proposições inferidas do mesmo.
( ) Faz parte da fase parnasiana do poeta e exalta o movimento no qual se iniciou.
( ) A preocupação dos parnasianos com detalhes formais sem valor estético está afirmada na quarta estrofe.
( ) A segunda estrofe procura repetir, com linguagem onomatopaica, o coaxar dos sapos, comparando-o à poesia parnasiana.
( ) Os versos transformam os sapos em símbolo da natureza brasileira.
( ) O poema marca o início da Semana de Arte Moderna, e por isso faz a apologia do Movimento Modernista.




resposta:F V V F F

origem:Ufpr
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Leia os poemas abaixo.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

(BANDEIRA, Manuel. "Meus poemas preferidos". São Paulo: Ediouro, 2002.)

Madrigal

Meu amor é simples, Dora,
Como a água e o pão.

Como o céu refletido
Nas pupilas de um cão.

(PAES, José Paulo. "Melhores poemas". São Paulo: Global, 1998.)

Sobre os poemas acima, é correto afirmar:

(01) Como são declarações de amor, os poemas acima fogem às regras da elaboração poética, sendo impossível caracterizar as posturas estéticas que eles representam.
(02) O poema de José Paulo Paes representa o tom geral de sua obra poética, fortemente marcada pelo discurso amoroso, ao contrário da obra poética de Manuel Bandeira, em que esse tema praticamente não aparece.
(04) A metalinguagem não é um recurso presente nesses poemas.
(08) A rima entre "pão" e "cão", em "Madrigal", constrói-se sobre uma simplicidade vocabular que confere ao poema um registro coloquial; em "Neologismo", esse registro é proporcionado, por exemplo, pela leveza bem-humorada do verso "Teadoro, Teodora".
(16) A tradução de "ternura mais funda" em um neologismo como "teadorar", no poema de Manuel Bandeira, e a comparação do amor com elementos prosaicos como "a água e o pão", no poema de José Paulo Paes, exemplificam a reação moderna à expressão cerimoniosa do sentimento amoroso.

Soma ( )




resposta:08 + 16 = 24

origem:Ufsc
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Em relação a Mário Quintana, sua obra e o excerto abaixo, do livro "Poemas", é CORRETO afirmar que:

Fere de leve a frase... E esquece... Nada / Convém que se repita... / Só em linguagem amorosa agrada / A mesma coisa cem mil vezes dita.

(01) O texto poético caracteriza-se por apresentar muitas inversões que atendem estilisticamente ao ritmo dos versos. No excerto, por exemplo, a palavra Só pode ser deslocada: 'em linguagem amorosa só agrada', sem alteração de significado.
(02) Percebe-se, no excerto acima, uma preocupação metalingüística do autor, que extravasa em alguns poemas suas próprias concepções sobre a poesia.
(04) A idéia de o poema ser 'único', uma das características da obra de Mário Quintana, está presente no excerto acima.
(08) São características de Mário Quintana, entre outras: a natureza pessoal, quase autobiográfica, de sua obra; o cultivo da forma; e o humor.




resposta:02+04+08 = 14