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Questões Ufrrj

REF. Pergunta/Resposta
origem:Ufrrj2003
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:"E a árvore, esgalhada e seca, se faz verde,"

O verso destacado demonstra que, no ambiente reconstruído poeticamente pelo texto:
a) até mesmo a morte é matéria para a continuidade da vida.
b) a morte é desprezada pela exuberância e naturalidade da vida.
c) não há espaço para a vida humana, só para a vida selvagem.
d) o verde é a cor predominante porque é sinônimo de vida.
e) a morte vai estar sempre presente, sobrepondo-se à vida.



resposta:
[A]

origem:Ufrrj2003
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Nos versos "na paisagem que um pintor daltônico / pincelou no dorso de um camaleão.", predomina a imagem da
a) eloqüência.
b) estabilidade.
c) liberdade.
d) mutação.
e) ilustração.



resposta:
[D]

origem:Ufrrj2003
tópico:
Literatura

sub-grupo:Simbolismo

pergunta:Leia o fragmento a seguir do poema "Evocações" de Alphonsus de Guimaraens:

"Na primavera que era a derradeira,
Mãos estendidas a pedir esmola
Da estrada fui postar-me à beira.
Brilhava o sol e o arco-íris era a estola
Maravilhosamente no ar suspensa"

Como se sabe, Alphonsus de Guimaraens é tido como um dos mais importantes representantes do Simbolismo no Brasil. No fragmento acima, pode-se destacar a seguinte característica da escola à qual pertence:
a) bucolismo, que se caracteriza pela participação ativa da natureza nas ações narradas.
b) intensa movimentação e alta tensão dramática.
c) concretismo e realismo nas descrições.
d) foco no instante, na cena particular e na impressão que causa.
e) tom poético melancólico, apresentando a natureza como cúmplice na tristeza.



resposta:
[D]

origem:Ufrrj2003
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Leia o fragmento abaixo, retirado do romance "Vidas secas":

... Na palma da mão as notas estavam úmidas de suor. Desejava saber o tamanho da extorsão. Da última vez que fizera contas com o amo o prejuízo parecia menor. Alarmou-se. Ouvira falar em juros e em prazos. Isto lhe dera uma impressão bastante penosa: sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras difíceis, ele saía logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente só serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. Às vezes decorava algumas e empregava-as fora de propósito. Depois esquecia-as. Para que um pobre da laia dele usar conversa de gente rica? Sinhá Terta é que tinha uma ponta de língua terrível. Era: falava tão bem quanto as pessoas da cidade. Se ele soubesse falar como Sinhá Terta, procuraria serviço em outra fazenda, haveria de arranjar-se. Não sabia. Nas horas de aperto dava para gaguejar, embaraçava-se como um menino, coçava os cotovelos, aperreado. Por isso esfolavam-no. Safados. Tomar as coisas de um infeliz que não tinha nem onde cair morto! Não viam que isso não estava certo? Que iam ganhar com semelhante procedimento? Hem? Que iam ganhar? ...
RAMOS, Graciliano. "Vidas secas". 37 ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. p.103.

Graciliano Ramos apresenta em suas obras problemas do Nordeste do Brasil e, ao mesmo tempo, desenvolve um trabalho universal por apresentar uma visão crítica das relações humanas. A partir do trecho acima, pode-se afirmar que o autor
a) denuncia a opressão social realizada através do abuso de poder político, que está representado na fala de Fabiano.
b) critica o trabalhador rural nordestino, representado na figura de Fabiano, por sua ignorância e falta de domínio da língua culta.
c) deixa claro que a incapacidade de usar uma linguagem "boa" não isola Fabiano do mundo dos que usam "palavras difíceis", pois sua esperteza pode-se concretizar de outras maneiras.
d) mostra que a sociedade oferece oportunidades iguais para os que possuem o domínio de uma linguagem culta e para os que não possuem, e as pessoas mais trabalhadoras atingirão o posto de classe dominante.
e) mostra a relação estreita entre linguagem e poder, denunciando a opressão ao trabalhador nordestino, transparente nas diferenças entre a língua falada pelo opressor e a falada pelo oprimido.



resposta:
[E]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Os dois primeiros períodos do texto iniciam-se com verbos na primeira pessoa do plural - VIVEMOS. Esta estratégia utilizada pelo autor serve para indicar que, tanto ele (autor) quanto nós (leitores),
a) somos cúmplices na situação descrita pelo texto.
b) sentimo-nos impotentes diante da situação descrita pelo texto.
c) temos um compromisso com a mudança histórica.
d) dependemos do estado de coisas descrito para sobreviver.
e) convivemos com um estado de coisas que combatemos necessariamente.



resposta:
[A]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Quanto ao uso de "simplesmente", no texto, é correto afirmar que indica uma
a) solução definitiva.
b) atitude de inconformismo.
c) reprovação ao modo de vida dos povos.
d) reprovação às coisas simples de qualquer natureza.
e) atitude de compaixão pelo modo de vida simples.



resposta:
[A]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Leia com atenção o trecho abaixo.

"Os governantes passaram a dizer que a culpa não era deles, era da taxa de juros, de alguma crise no exterior, da falta de investimentos externos, das dívidas financeiras, ou qualquer outra circunstância administrativa, porque não sentiam a obrigação de cuidar do povo."
BUARQUE, Cristovam. "O tamanho do coração". In: O GLOBO. 16 de dezembro de 2002. p. 7.

Agora, relendo o texto, indique nele a palavra ou expressão que sintetize o trecho lido acima.
a) individualismo afetivo.
b) rostos famintos.
c) o lucro e a produtividade.
d) prejuízo das pessoas.
e) lógica do mercado.



resposta:
[E]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:No texto, há três períodos que se iniciam por "Daí" (ref. 1 e 2). Observe que este vocábulo é uma contração da preposição DE com o advérbio AÍ.
A função desta palavra na estruturação do texto e condução do raciocínio do autor é iniciar
a) uma ressalva.
b) uma conseqüência.
c) uma oposição.
d) um locativo.
e) uma constatação.



resposta:
[B]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Leia o trecho abaixo:

"Há forte tendência para desumanizar o trabalho, procurando cada qual, na atividade que exerce, tirar o máximo de proveitos, lícitos ou ilícitos (aliás, é esta uma distinção que se vai esmaecendo!), e dar o menos possível de sua pessoa."

Sobre a passagem entre parênteses, é correto afirmar:
a) o autor a aproveita para explicar o que seja lícito e o que seja ilícito.
b) como ALIÁS é uma partícula de inclusão, o autor não interrompe o raciocínio.
c) a distinção a que se refere o autor é sobre tipos de atividades.
d) a distinção a que se refere o autor é sobre tipos de proveitos.
e) serve para enfatizar que a distinção é cada vez mais nítida.



resposta:
[D]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Os dois últimos versos sintetizam a idéia central do poema, porque
a) ironizam o materialismo feminino através da contradição presente em "terreal paraíso".
b) valorizam a beleza das mulheres brasileiras que se enfeitam com muitas jóias.
c) comparam a terra brasileira a um paraíso devido às suas jazidas de pedras preciosas.
d) ressaltam a semelhança entre as riquezas materiais da terra brasileira e as do próprio paraíso.
e) comprovam ser a vaidade feminina acessível só aos detentores de "paraísos" financeiros.



resposta:
[A]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:A postura íntima do narrador em relação ao defeito físico de Eugênia é
a) aterrorizada.
b) piedosa.
c) debochada.
d) tolerante.
e) preconceituosa.



resposta:
[E]

origem:Ufrrj2004
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Dos versos abaixo, o que expressa claramente o desejo de solidariedade do poeta com o mundo presente é:
a) "Não serei o poeta de um mundo caduco".
b) "Entre eles, considero a enorme realidade".
c) "Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas".
d) "Também não cantarei o mundo futuro".
e) "Estou preso à vida e olho meus companheiros".



resposta:
[C]