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Questões Ufsc

REF. Pergunta/Resposta
origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale a ÚNICA proposição CORRETA.
A autocrítica da secretária foi:
01. bastante severa.
02. extremamente lisonjeira.
04. muito rigorosa.
08. um pouco benevolente.
16. rigorosamente depreciativa.



resposta:
08

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale as proposições CORRETAS e some os valores correspondentes.
Em um certo momento da conversa, a moça demonstrou que não estava muito à vontade com as colocações que fazia a João.

Quais das frases a seguir evidenciam isto?
01. "- Você é um homem diferente". (parágrafo 2 e 29)
02. "- Você não tomou conhecimento de minha presença, mas eu sei quem você é". (parágrafo 4)
04. "- ... Bom, é melhor não falar. Você vai fazer mau juízo de mim". (parágrafo 13)
08. - "Vou dizer. Digo? Digo, sim". (parágrafo 15)
16. - "Você é diferente de todos os homens que já vi, dos que me cortejam". (parágrafo 15)
32. - "Preparei-me toda, e você não apareceu." (parágrafo 16)

Soma ( )



resposta:
04 + 08 = 12

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Várias vezes a moça demonstrou preocupação com o julgamento que se poderia fazer a seu respeito. Leia as frases adiante e, a seguir, assinale as proposições CORRETAS e some os valores correspondentes.
"- Você vai fazer mau juízo de mim". (parágrafos 9 e 27)
"- Se quiser, faça mau juízo". (parágrafo 15)
"- Pelo amor de Deus, não vá pensar que sou uma mulher leviana". (parágrafo 20)
"- Pode pensar o que quiser de mim, tinha de dizer". (parágrafo 20)

Estas colocações permitem deduzir que o comportamento da moça é:
01. agressivo.
02. contraditório.
04. introspectivo.
08. humorístico.
16. dissimulado.
32. místico.

Soma ( )



resposta:
02 + 16 = 18

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale as proposições CORRETAS e some os valores correspondentes.

As reações e palavras de João revelam:
01. educação e bom humor.
02. desinteresse e pressa.
04. ironia e curiosidade.
08. surpresa e atenção.
16. confiança e felicidade.
32. medo e humildade.

Soma ( )



resposta:
01 + 04 + 08 + 16 = 29

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale a ÚNICA proposição CORRETA.

João, ao chamá-la de "pitonisa" (parágrafo 7), quis:
01. dar-lhe um apelido.
02. dizer-lhe que a via de modo diferente.
04. falar-lhe que a achava interessante.
08. declarar-lhe que tinha problemas sexuais.
16. chamá-la de adivinha.



resposta:
16

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale a ÚNICA proposição CORRETA.

Na frase 'Suas mãos de dedos longos - mãos bonitas - estariam impacientes, enfáticas' (parágrafo 11), o termo "ENFÁTICAS" quer dizer que as mãos da secretária eram:
01. bem cuidadas.
02. bonitas e com dedos longos.
04. expressivas e salientes.
08. sedentas por cigarro.
16. vulgares e finas.



resposta:
04

origem:Ufsc1996
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:TOCAIA GRANDE

No deslumbre da lua cheia cravada sobre a terra violada, sobre o rio assassinado, sobre a morte desatada, na hora da meia-noite, junto ao pé de mulungu, no alto do Outeiro do Capitão, Jacinta Coroca e Natário da Fonseca, ela com a repetição, ele com o parabelo, na tocaia, usufruíam a beleza da paisagem. Lá embaixo, jazia Tocaia Grande ocupada pelos jagunços e pelos cabras da Briosa.
- O melhor de tudo - disse Coroca -, não tem nada que se compare, é aparar menino. Ver aquele peso de carne saído de um bucho de mulher, mexer na mão da gente, vivinho. Até dá vontade de chorar. No primeiro que peguei, caí no choro.
O capitão deixou transparecer nos lábios o fio do sorriso:
- Tu pegou um bocado de menino. Tu virou uma senhora dona.
- Nós mudou e cresceu com o lugar. Tu também, Natário, não é o mesmo cabra ruim de dantes.
- Possa ser.
Houve um breve silêncio e, vinda do rio, na noite estival, a viração os envolveu numa carícia morna e espalhou no ar o perfume do jasmineiro. (p. 420)

A partir do fragmento anterior e do conjunto da obra TOCAIA GRANDE: A FACE OBSCURA, de Jorge Amado, são CORRETAS as proposições:

01. Trata-se de uma história ficcional em que o narrador está ausente e não é personagem da ação, isto é, narrativa em terceira pessoa, mas é ele quem descreve a paisagem e dá voz a todos os personagens.
02. Na realidade inventada de TOCAIA GRANDE há uma série de passagens sentimentais relacionadas à natureza, que permitem dizer que a prosa apresenta características poéticas.
04. A personagem Jacinta Coroca ganha profundidade e poder de convicção, quando mostra não só a face da violência e do banditismo, mas a da emoção pelo nascimento de uma nova vida.
08. Há uma opção por uma linguagem modernista, repleta de frases curtas, telegráficas, sem verbos, que busca a desmontagem da paisagem e o esvaziamento das características regionais dos personagens.
16. Em TOCAIA GRANDE, há uma preocupação por parte do narrador em descrever a paisagem e os personagens através de pormenores ou detalhes, o que proporciona a inserção da obra de Jorge Amado na exploração literária do contexto baiano.

Soma ( )



resposta:
01 + 02 + 04 + 16 = 23

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Urda Alice Klueger, catarinense de Blumenau, sensível, revela-se uma contadora de histórias. Mesmo admirando grandes nomes da literatura universal, não perde a ligação com a simplicidade da vida. E, na tentativa de resgatar e perpetuar esta sua visão contemplativa da natureza exuberante em torno do rio Itajaí-Açu e as lidas dos seus primeiros habitantes, é que escreveu VERDE VALE.

Sobre a referida obra, é CORRETO afirmar que as moradias da família Sonne, no Brasil, foram:
01. um barracão de ripas com cobertura de folhas de palmiteiro, onde também moravam outros colonos.
02. uma cabana de ripas coberta com folhas de palmiteiro, já em suas terras.
04. uma casa de troncos com cobertura de telhas e assoalho de madeira foi construída próximo à cabana.
08. uma casa de tijolos, com vigas de madeira, janelas e varanda, depois de alguns anos.
16. uma casa de comércio, e ao mesmo tempo de moradia, no pequeno centro urbanizado, chamado Colônia, porque se cansara das lidas no sítio.

Soma ( )



resposta:
01 + 02 + 04 + 08 = 15

origem:Ufsc1996
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Assinale as proposições CORRETAS quanto ao livro OH! QUE DELÍCIA DE ILHA.

01. Através desta obra, Franklin Cascaes relata histórias de colonos alemães pesquisadas durante trinta anos no interior da Ilha de Santa Catarina.
02. Parte do livro é dedicada ao relato dos acontecimentos que envolveram a vinda a Florianópolis do ex-presidente João Baptista Figueiredo, em novembro de 1979. Pelos tumultuados incidentes, sete estudantes foram presos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional.
04. Segundo o autor do livro, o "manezinho" açoriano é altamente criativo: inventa palavras, filosofia, faz trocadilhos, lança tiradas, cria expressões e neologismos dignos de um Guimarães Rosa.
08. "Senadinho" é o que passou a ser denominado o Mercado Público de Florianópolis, devido à constante presença de políticos e pessoas conhecidas.
16. Para Raul Caldas Filho, o modo de ser do ilhéu, conhecido como "manezinho", urbano ou não, nem sempre é motivo de elogios ou de exaltação, pois a capital do Estado é conhecida como a terra dos três "Fs.": funcionário, figueira e fofoca.
32. É um livro de crônicas, reportagens, relatos, perfis e anedotas do relicário ilhéu.

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resposta:
02 + 04 + 16 + 32 = 54

origem:Ufsc1996
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Assinale as proposições em que o comentário está de acordo com o texto de Vinícius de Moraes.

01. De repente do riso fez-se o pranto/ Silencioso e branco como a bruma/ E das bocas unidas fez-se a espuma/ E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Nesses versos, o poeta usa, a exemplo dos parnasianos e simbolistas, vocabulário coloquial e simples, próprio da linguagem cotidiana. Não há rimas.
02. Notou que sua marmita/ Era o prato do patrão/ Que sua cerveja preta/ Era o uísque do patrão/ Que seu macacão de zuarte/ Era o terno do patrão/ Que o casebre onde morava/ Era a mansão do patrão/ Que seus dois pés andarilhos/ Eram as rodas do patrão/ Que a dureza do seu dia/ Era a noite do patrão/ (...) E o operário disse: Não! A exemplo de padre José de Anchieta, do Barroco, que em SERMÕES procurou mostrar as disparidades sócio-econômicas entre os índios e os colonizadores portugueses no século XIX, Vinícius de Moraes, no poema OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO, procurou registrar o contraste existente entre operário e patrão.
04. O poeta reinterpreta o Natal, fazendo alusão ao comunismo, nos seguintes versos:
Nasceu num estábulo/ Pequeno e singelo/ Com boi e charrua/ Com foice e martelo.
08. Em E agora José?/ A festa acabou,/ a luz apagou,/ o povo sumiu,/ a noite esfriou,/ e agora, José?, Vinícius manifesta o desejo de morrer, uma das características da literatura parnasiana.
16. Pensem nas crianças/ Mudas telepáticas/ Pensem nas meninas/ Cegas inexatas... são versos do poema A ROSA DE HIROSHIMA.

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resposta:
04 + 16 = 20

origem:Ufsc1996
tópico:
Literatura

sub-grupo:Modernismo

pergunta:Mário Quintana, considerado pela crítica um lírico autêntico, possuía rigoroso domínio da forma poética e uma agilidade criadora que lhe permitiam passar de uma inspiração a outra, sem deter-se em lugares-comuns. Seus poemas têm um direcionamento mais filosófico do que social. Assinale as proposições em que o comentário está CORRETO de acordo com o texto de Mário Quintana.

01. "Que dança que não se dança?/ Que trança não se destrança?/ O grito que voou mais alto/ Foi um grito de criança". O autor fez uso, nesse texto, a exemplo dos simbolistas, da musicalidade obtida pela repetição e/ou semelhança de palavras e sons.

02. "Eu quero os meus brinquedos novamente!/ Sou um pobre menino... acreditai.../ Que envelheceu, um dia, de repente!..." Mário Quintana revela saudade da infância, tempo feliz, em contraste com o desagrado da velhice, digna de piedade.

04. "Ah!, se eu pudesse, tardezinha pobre,/ Eu pintava trezentos arco-íris/ Nesse tristonho céu que nos encobre..." O poeta faz uso das figuras de linguagem HIPÉRBOLE (exagero) e PROSOPOPÉIA (personificação).

08. "Quantas coisas perdidas e esquecidas/ no teu baú de espantos... Bem no fundo,/ uma boneca toda estraçalhada!/ É ela, sim! Só pode ser aquela,/ a jamais esquecida Bem-Amada./ Em vão tentas lembrar o nome dela.../ E em vão ela te fita... e a sua boca/ tenta sorrir-te mas está quebrada!" Mário Quintana, através de metáforas, sugere uma divagação pelo seu tempo de infância, haja vista a saudade da menina amada, de cujo nome e sorriso não consegue lembrar-se.

16. "A morte deveria ser assim:/ um céu que pouco a pouco anoitecesse/ e a gente nem soubesse que era o fim". O poeta faz uma reflexão em torno do mistério que a palavra morte sugere, porque não sabe como, nem quando vai ocorrer, mas aspira a que seja simples e suave como o anoitecer.

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resposta:
01 + 02 + 04 + 08 + 16 = 31

origem:Ufsc1996
tópico:
Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo

pergunta:Assinale as proposições CORRETAS sobre o livro QUINCAS BORBA de Machado de Assis.

01. É um livro autobiográfico que mostra a relação entre estudantes de um internato. A fixação de Sérgio (aluno) por Ema (esposa do diretor) é uma apresentação clara do Complexo de Édipo.
02. Palha é o nome do marido FLEXÍVEL de Sofia (palavra que em grego significa sabedoria), que astuciosamente o traía sem se comprometer.
04. O HUMANITISMO é uma versão irônica do POSITIVISMO, filosofia que estava em moda no tempo de Machado de Assis.
08. A preocupação do autor é salientar que de um lado está o povo (conglomerado humano); de outro, o poder. O preconceito de cor é disfarce para ocultar o preconceito econômico.
16. AO VENCEDOR AS BATATAS é uma das frases do HUMANITISMO, filosofia definida por Rubião.

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resposta:
02 + 04 = 06

 


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