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Questões Unesp

REF. Pergunta/Resposta
origem:Unesp1991
tópico:
Redacao

sub-grupo:Dissertação

pergunta:Leia o texto e o poema a seguir e, baseado no que eles significam para você, escreva a sua redação, dissertativa.

O trabalhador brasileiro, em sua grande maioria, recebe salário mensal que tem como ponto de referência a chamada "Cesta Básica".


COMIDA

(Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer,
A gente quer comer e quer fazer amor.
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade.

(em "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", Titãs, 1988)



resposta:
Dissertação

origem:Unesp1992
tópico:
Redacao

sub-grupo:Dissertação

pergunta:"Quem com ferro fere, com ferro será ferido."
(Provérbio)

"Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal."
(Art. 3¡. da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada em 10.12.48 pela Assembléia Geral das Nações Unidas)

PROPOSTA

Para muitos, a idéia em si é abominável. Porém uns muito, uns mais ou menos e outros nem tanto enxergam na instituição jurídica da pena de morte um dos caminhos para o combate à violência que se exacerba a cada dia em nosso país. O tema tem estado em debate na imprensa e participa de discussões tanto no bar da esquina quanto no Congresso Nacional. Você, claro, já pensou nisto. Então, faça uma redação dissertativa sobre "A Pena de Morte no Brasil".
Demos-lhe, em epígrafe, duas indicações. Se você quiser e achar conveniente, utilize-as como estímulo a suas reflexões.



resposta:
Dissertação

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Nesta redondilha de Camões e na estrofe do poema "Nós", do realista português Cesário Verde, os poetas exploram um tema literário bastante comum, presente em obras de poetas de todos os tempos. Trata-se de "o desconcerto do mundo", quer dizer, a verificação de que os fatos do mundo acontecem às avessas, em desajuste com as exigências íntimas da vida pessoal. Com base neste comentário, releia os textos e, a seguir, explique que tipo de "desconcerto" é apontado:
a) por Camões, em seu poema;
b) por Cesário Verde, em sua estrofe.



resposta:
a) A justiça diferenciada em relação aos atos próprios e alheios.

b) As doenças penalizam os bons e não os maus.

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Nos primeiros versos de "Esparsa", Camões demonstra sua consciência sobre o "desconcerto do mundo". Em decorrência disto, confessa uma mudança de atitude. Releia o poema e, em seguida:
a) explique como se dá essa mudança de atitude;
b) comente o resultado de sua tentativa.



resposta:
a) Passa a ser mau para alcançar o bem.

b) Ele se dá mal e é castigado.

origem:Unesp1994
tópico:
Gramatica

sub-grupo:

pergunta:Vocábulos como Bom e Bem, Mau e Mal, em virtude da variedade de seu uso em nossa língua, não podem ser classificados senão após se examinar o contexto de cada frase. Isto se verifica nos poemas em pauta. Com base nestas observações:
a) aponte a classe e a função sintática de Bem, no sétimo verso de Camões;
b) aponte a classe e a função sintática de Mau, no oitavo verso de Camões.



resposta:
a) Substantivo e objeto direto.

b) Adjetivo e predicativo do sujeito.

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Auto da Compadecida.

CHICÓ: - Mas padre, não vejo nada de mal em se benzer o bicho.

JOÃO GRILO: - No dia em que chegou o motor novo do major Antônio Morais o senhor não benzeu?

PADRE: - Motor é diferente, é uma coisa que todo mundo benze. Cachorro é que eu nunca ouvi falar.

CHICÓ: - Eu acho cachorro uma coisa muito melhor do que motor.

PADRE: - É, mas quem vai ficar engraçado sou eu, benzendo o cachorro. Benzer motor é fácil, todo mundo faz isso, mas benzer cachorro?

JOÃO GRILO: - É, Chicó, o padre tem razão. Quem vai ficar engraçado é ele e uma coisa é benzer motor do major Antônio Morais e outra benzer o cachorro do major Antônio Morais.

PADRE: - (mão em concha no ouvido) Como?

JOÃO GRILO: - Eu disse que uma coisa era o motor e outra o cachorro do major Antônio Morais.

PADRE: - E o dono do cachorro de quem vocês estão falando é Antônio Morais?

JOÃO GRILO: - É. Eu não queria vir, com medo de que o senhor se zangasse, mas o major é rico e poderoso e eu trabalho na mina dele. Com medo de perder meu emprego, fui forçado a obedecer, mas disse o Chicó: o padre vai se zangar.

PADRE: - (desfazendo-se em sorrisos) Zangar nada, João! Quem é um ministro de Deus para ter direitos de se zangar? Falei por falar, mas também vocês não tinham dito de quem era o cachorro!

JOÃO GRILO: - (cortante) Quer dizer que benze, não é?

PADRE: - (a Chicó) Você o que é que acha?

CHICÓ: - Eu não acho nada de mais.

PADRE: - Nem eu. Não vejo mal nenhum em se abençoar as criaturas de Deus.

(in Suassuna, Ariano - TEATRO MODERNO - AUTO DA COMPADECIDA. 8 ed., Rio: Agir-Instituto Nacional do Livro, 1971, pp. 32-34.)

A espontaneidade dos diálogos, a força poética de seu texto e a capacidade de exprimir o espírito popular de nossa gente fazem com que o escritor Ariano Suassuna (1927) seja reconhecido como um dos principais autores brasileiros contemporâneos. Diz o crítico Sábato Magaldi que a religiosidade de Ariano "pode espantar aos cultores de um catolicismo acomodatício, mas responde às exigências daqueles que se conduzem por uma fé verdadeira".

Com base nesta observação, responda:
a) por que, segundo aquele padre, é fácil benzer um motor?
b) em que sentido o fragmento apresentado encerra uma crítica ácida ao modo como o padre comanda a sua paróquia?



resposta:
a) Porque, segundo o padre, todo mundo faz isso (e o motor é do major)

b) Os assuntos eclesiásticos ficam subordinados ao poder político e social do major.

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Comparando o texto do jornalista e poeta seresteiro Orestes Barbosa (musicado por Sílvio Caldas) com o fragmento do poema de Castro Alves, verificamos que ambos, embora focalizem ambientes sociais diferentes, tratam basicamente do mesmo tema. Releia os textos em questão e, a seguir, indique:
a) o tema comum a ambos os poemas;
b) um verso ou seqüência de versos de cada poema que façam referência ao tema.



resposta:
a) A ausência da mulher amada.
b) "... sinto saudade/ Da mulher-pomba-rola que voou". "Tudo vem me lembrar que tu fugiste".

origem:Unesp1994
tópico:
Estilo

sub-grupo:Versificação

pergunta:Orestes Barbosa, Castro Alves e Tomás Antônio Gonzaga adotam em seus textos o princípio da isometria, segundo o qual todos os versos do poema devem apresentar o mesmo número de sílabas métricas. Levando este fato em consideração, indique o número de sílabas métricas que apresentam os versos de cada um dos três poemas.



resposta:
"Cuot;Chão de estrelas" e "Horas de saudade": 10 sílabas.
"Vou retratar a Marília": 7 sílabas.

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:A comparação da mulher amada com imagens celestes é tradicional na literatura. A mulher, no romantismo de Castro Alves, é comparada com uma estrela, ("és como a estrela, que transpondo as sombras, / deixa um rastro de luz no azul do espaço"); na idealização arcádica de Tomás Antônio Gonzaga, o poeta afirma que, para descrever a beleza de Marília, são necessárias "as tintas do céu" e nem as auroras nem as estrelas são capazes de imitar ou retratar os olhos dela. Tomando por base este comentário:
a) explique o caráter inovador de Orestes Barbosa em seu poema;
b) comprove sua explicação com exemplos tomados de "Chão de Estrelas".



resposta:
a) Ao invés da elevação aos céus, o poeta faz as estrelas baixarem.
b) "Mas a lua (...) / Salpicava de estrelas nosso chão".

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Já vimos que os poemas de Orestes Barbosa e de Castro Alves apresentam algumas semelhanças genéricas em níveis temático e métrico. Lendo atentamente ambos os textos, poderemos perceber a ocorrência de outras semelhanças mais específicas. Compare a segunda estrofe de "Chão de Estrelas" com a terceira estrofe do poema de Castro Alves e, a seguir, aponte:
a) uma semelhança na caracterização dos ambientes;
b) uma semelhança na caracterização de amadas.



resposta:
a) Em ambos os poemas há o ambiente alegre de aves vicejantes.
b) As amadas aparecem na metáfora das aves.

origem:Unesp1994
tópico:
Literatura

sub-grupo:Realismo/Naturalismo/Parnasianismo

pergunta:No trecho apresentado, o narrador descreve as reações de Jorge, que vive num conflito íntimo entre a piedade e o ódio: tem de cuidar da esposa Luísa, muito doente, embora tenha sabido, pela leitura de uma carta, que ela o traíra com Basílio. Nestas poucas linhas se podem perceber várias características da ficção realista. Aponte duas dessas características.



resposta:
Aponte como manifestação carnal, personagens comparado a animal.

origem:Unesp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Embora faça referência a três personagens, o narrador menciona nominalmente apenas Jorge e Luísa. Releia o texto e, a seguir:
a) aponte duas palavras por meio das quais, de modo explícito ou velado, o narrador se refere ao personagem Basílio;
b) explique o que representa, do ponto de vista de Jorge, a omissão do nome de Basílio.



resposta:
a) "beijos ALHEIOS", "O que LHE dizia?"
b) A tentativa de atenuar a situação ignominia em que se encontrava.

 


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