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Questões Unicamp

REF. Pergunta/Resposta
origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:A história transcrita a seguir contrasta dois mundos, dois estados de coisas: o dia-a-dia cansativo do carregador e a situação imaginária em que ele se torna presidente da República:
Dois carregadores estão conversando e um diz:

"Se eu fosse presidente da República, eu só acordava lá pelo meio-dia, depois ia almoçar lá pelas três, quatro horas. Só então é que eu ia fazer o primeiro carreto"

O carregador não consegue passar para o mundo imaginário, e acaba misturando-o de maneira surpreendente com o mundo real.
a) Qual é a construção gramatical usada nessa história para dar acesso ao mundo das fantasias do carregador?
b) Que situação do mundo real ele transfere para o mundo irreal de suas fantasias?
c) Por que isso é engraçado?



resposta:
a) O uso do pretérito imperfeito com o valor de futuro do pretérito.

b) A sua situação de carregador.

c) Porque ele não consegue livrar-se da sua condição de trabalhador mesmo na fantasia.

origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:A coluna "Painel" do jornal "Folha de S. Paulo" publicou a seguinte nota:

LITERALMENTE
Desde a divulgação da pesquisa Data-Folha mostrando que 79% não sabem que Fernando Henrique é o novo ministro da Fazenda, seus adversários no Congresso criaram um novo apelido para ele: "Ilustre desconhecido."
("Folha de S. Paulo", 31.05.93 )

a) Quais os sentidos da expressão "Ilustre desconhecido" quando usada habitualmente em relação a alguém, e como apelido de Fernando Henrique Cardoso?
b) Uma dessas duas interpretações de "Ilustre desconhecido", resulta num paradoxo*. Diga qual é essa interpretação e justifique.
c) O título "Literalmente" é adequado à nota? Por quê?
(*paradoxo = contra-senso, contradição )



resposta:
a) Geralmente é uma expressão crônica aplicada a pessoas realmente desconhecidas. No caso de FHC, a ironia é uma pessoa famosa não ter a sua função pública conhecida.

b) A aplicada a FHC: a "conhecido desconhecido".

c) Sim, pois se trata de uma figura ilustre que é momentaneamente desconhecida.

origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:O "Jornal do Automóvel", um dos cadernos do Diário do Povo, de Campinas, em sua edição de 8/8/93, trazia a seguinte notícia:

"Que flagra! O J.A. descobriu os primeiros veículos importados da Ford em Campinas. São eles três mini-van Explorer, que deverão ser lançados no Brasil até o final deste mês."

O Jornal do Automóvel flagrou nesta semana a chegada dos primeiros veículos importados da Ford para o Brasil e que serão vendidos em Campinas pela Forbrasa.
Foram três mini-van Explorer que deverão ser lançados oficialmente pela Ford do Brasil até o final deste mês. A data ainda não foi divulgada mas o lançamento será simultâneo em todo o país em 16 concessionárias autorizadas. A Explorer é apenas o primeiro modelo de passeio que a Ford traz para o Brasil depois da liberação da importação de veículos (...)
Como a Ford ainda não promoveu o lançamento nacional dos veículos, os que vieram para Campinas estão sendo guardados na loja da Forbrasa (...) Quem passa pelo lado de fora não enxerga os automóveis, mas é visível a mudança que a loja está sofrendo para abrigar a nova loja e assistência técnica especializada.

O primeiro parágrafo da notícia presta-se à seguinte interpretação:

"os primeiros três carros importados pela Ford - três mini-vans Explorer - vieram para Campinas: com eles a Ford fará em Campinas o lançamento nacional dos importados Ford".

O restante do artigo fornece informações parcialmente diferentes.

a) Transcreva as passagens que desmentem aquela primeira interpretação.
b) A leitura da segunda parte do texto leva o leitor a mudar sua primeira interpretação. Em que consiste essa mudança?
c) Mostre que as duas interpretações possíveis para o primeiro parágrafo se distinguem pela maneira como se relaciona a expressão "em Campinas" ao restante da frase.



resposta:
a) "... o lançamento será simultâneo em todo o país em 16 concessionárias..."

b) O lançamento nacional não será só em Campinas.

c) Na 1 interpretação "em Campinas" liga-se à toda a oração e na 2, ao verbo descobrir.

origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Em uma de suas colunas, o ombudsman do jornal "Folha de S. Paulo" reproduziu um trecho de uma notícia do "Jornal do Brasil" e fez uma crítica ao título da mesma notícia. O título da notícia do "Jornal do Brasil" era:

MULHERES CARDÍACAS TÊM MAIS CHANCE DE MORRER.

A crítica dizia, simplesmente: "O 'JB' de quarta-feira publicou título óbvio".
Observe agora o começo da notícia publicada pelo "JB":
"WASHINGTON - As mulheres que se submetem à angioplastia têm dez vezes mais probabilidade de morrer no hospital do que os homens. A conclusão foi obtida num estudo..."
("Folha de S.Paulo", 14.03.93 )

a) Como o ombudsman da "Folha" leu a manchete do "JB", para achar que ela diz o óbvio?
b) Qual a leitura da manchete que deve ser feita, com base no texto que a segue?
c) Porque a manchete do "JB" permite essas duas leituras?



resposta:
a) Ele entendeu que as mulheres cardíacas têm mais chance de morrer do que as que não são cardíacas.

b) Que as mulheres cardíacas têm mais chance de morrer do que os homens cardíacos.

c) Porque ela não completa a comparação.

origem:Unicamp1994
tópico:
Gramatica

sub-grupo:

pergunta:Leia atentamente os textos a seguir:

I. Estes são alguns dos equipamentos que a reserva de mercado não permitia a entrada no país sem a autorização do DEPIN.
(FSP, 18.10.92 )
II. Fazer pesquisa insinuando que 64% dos brasileiros acham que existe corrupção no governo Itamar não é um ato inteligente, de um jornal de que todos gostamos e que é dever de nós brasileiros lutar pela conservação de sua isenção".
(Adaptado de Ewerton Almeida, vice-líder do PMDB da Bahia, Painel do Leitor, FSP 08.06.93)

Reescreva os trechos acima, introduzindo as seqüências "cuja entrada" e "cuja isenção", respectivamente. (faça apenas as alterações necessárias, decorrentes da nova estrutura das frases.)



resposta:
I. Estes são alguns dos equipamentos cuja entrada no país sem a autorização do DEPIN a reserva de mercado não permitia.

II. ...de um jornal de que todos gostamos e cuja isenção nós brasileiros devemos lutar para que seja conservada.

origem:Unicamp1994
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Gramatica

sub-grupo:Vocabulário

pergunta:Lendo a notícia a seguir, você poderá observar que, além de constar da manchete, o verbo COBRAR ocorre duas vezes no texto.

DEFENSOR COBRA INVESTIGAÇÕES NO DSP

O defensor público E.C.K. da 9 vara criminal, levou ao juiz das execuções penais, petição cobrando investigações sobre as denúncias de corrupção envolvendo agentes penitenciários. Um grupo de presos da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos denunciou que agentes do Sistema Penitenciário estariam cobrando Cr$ 5.000,00 por uma vaga nos presídios da Capital. O diretor do DSP, P. Vinholi, disse que ainda não está apurando as denúncias porque considera "impossível" ocorrer tal tipo de transação.
("Diário da Serra", Campo Grande, 26 e 27 de setembro de 1993).

a) Transcreva os dois trechos em que ocorre aquele verbo, na mesma ordem.
b) Reescreva as duas sentenças usando sinônimos de "cobrar".



resposta:
a) "... petição cobrando investigações..."
"... estariam cobrando Cr$ 5.000,00

b) ... petição exigindo investigações...
... estariam recebendo Cr$ 5.000,00...

origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Em duas passagens do texto a seguir, o articulista transmitiu informações objetivamente diferentes das que pretende transmitir.

O que incomoda a população (...) é o piolho da cabeça, que se hospeda geralmente em crianças em idade pré-escolar. Não se sabe ao certo o porquê da maior incidência em crianças, mas se acredita que seja provavelmente pelo contato mais íntimo entre elas. Afinal, só podem ocorrer infestações se a criança entrar em contato com outra, desmitificando assim que o piolho voa ou que o uso comum de pentes e escovas pode ser transmitido.
Outro mito (...) é a transmissão do piolho animal para o ser humano. "Isto não existe porque cada espécie tem seu piolho e se o parasita picar outra espécie que não seja a sua, morre"(...).
("Gazeta de Barão", Campinas, agosto de 1993).

a) Transcreva as duas passagens.
b) Redija-as de forma a evitar as interpretações não desejadas.
c) Justifique uma das "correções" feitas por você em resposta ao item b.



resposta:
a) "... o uso comum de pentes e escovas pode ser transmitido."
"... e se o parasita picar outra espécie que não seja a sua, morre(...)"

b) "... o uso comum de pentes e escovas pode transmiti-lo".
"... e se o parasita picar outra espécie que não seja o seu hospedeiro habitual, morre".

c) Não é o uso de pentes que se transmite, e sim o piolho.

origem:Unicamp1994
tópico:
Interpretacao

sub-grupo:

pergunta:Leia com atenção o trecho a seguir:

Desinformar, ensina o dicionário, "é informar mal; fornecer informações inverídicas".
Empregada como arma de guerra, a desinformação significa trabalhar a opinião pública de modo que esta, chamada a decidir sobre idéia, pessoa ou evento, ajuíze conforme o querer do desinformador.
Não se trata de novidade. É recurso tão antigo quanto os conflitos. Porém, no Brasil, raramente foi tão hábil e eficientemente engendrada e utilizada como em 1932 em favor do Governo Provisório. Contribuiu para circunscrever o âmbito da Revolução Constitucionalista, inamistá-la em várias áreas do país e para favorecer a mobilização destinada a enfrentá-la.
Gente simples, recrutada ao norte e ao sul, entrou na luta acreditando combater estrangeiros que tendo se apoderado do controle econômico de S. Paulo, buscavam empalmar o mando político. Isso fariam ajudados por alguns paulistas antigos, egoístas, rancorosos, vingativos, intencionando fazer do Estado um país independente, hostil às áreas e às classes empobrecidas do Brasil. Os intrusos e os separatistas DISFARÇARIAM seus propósitos com o reclamar convocação de assembléia constituinte. Uns e outros deveriam ser combatidos sem piedade.
(Hernâni Donato. "Desinformação, arma de guerra em 1932", DO Leitura, São Paulo, 11(33), junho de 1933").

a) Quem são, segundo o Governo Provisório, os dois inimigos a serem combatidos?
b) O que significa, e a quem se refere, no contexto, a expressão ISSO FARIAM?
c) Dada a tese do autor de que o Governo Provisório desinformava, como devem ser interpretadas as ocorrências do futuro do pretérito, especialmente FARIAM e DISFARÇARIAM?



resposta:
a) Estrangeiros e paulistas.

b) Os estrangeiros tomariam o controle econômico do país.

c) Devem ser interpretados como inverdades, pois são hipóteses do discurso das informações inverídicas.

origem:Unicamp1994
tópico:
Literatura

sub-grupo:Contemporânea

pergunta:No romance PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM, o capítulo intitulado "Lídia" narra o encontro entre Joana e Lídia.
a) O que ocorre neste encontro?
b) Explicite três conseqüências deste encontro na vida de Joana.



resposta:
a) Lídia diz estar grávida de Otávio (marido de Joana), afirma saber quanto é firme a maldade de Joana. Diz, também, que Otávio não gosta de Joana e ela (Lídia) também não.

b) Joana decide que também pode ter um filho e Lídia propõe a devolução de Otávio para que Joana tenha seu filho. Joana acha isso monstruoso, mas Lídia explica que pode não ser e que é bom estar grávida. Joana pensa em si carregando, amamentando o filho e com sua humildade, estará mais perto de Deus.

origem:Unicamp1994
tópico:
Literatura

sub-grupo:Contemporânea

pergunta:Em AMAR, VERBO INTRANSITIVO, depois do encontro explicativo entre Fraulein, Sousa Costa e dona Laura, o narrador observa:

"É certo que Fraulein tinha esclarecido muito o que viera fazer na casa deles, porém dona Laura que tinha percebido tudo com a explicação de Felisberto, agora não compreendia mais nada. Afinal: o que era mesmo que Fraulen estava fazendo na casa dela!"

a) Segundo Sousa e Costa, com que finalidade tinha sido contratada Fraulein?
b) Segundo Fraulein, qual era seu papel junto a Carlos?
c) Relacione o mal-entendido mencionado acima com as características de cada uma das três personagens.



resposta:
a) para ser governanta.

b) Introduzir o adolescente na vida sexual.

c) Fraulein pensa que dona Laura sabe exatamente o que ela veio fazer na casa, mas a dona da casa foi ludibriada pelo marido.

origem:Unicamp1994
tópico:
Literatura

sub-grupo:Contemporânea

pergunta:No primeiro ato da peça A MORATÓRIA, vemos Joaquim irritado dizer para a filha Lucília, que atende suas freguesas vestindo um vestido velho: "ainda somos o que fomos." No segundo ato, ao repreender o filho Marcelo, que deixara de trabalhar no frigorífico, Joaquim afirma num grito: "ainda somos o que fomos!"
a) A que situações na vida da família se referem as falas de Joaquim?
b) Como são encenadas na peça essas situações?
c) A peça representa também um conflito de gerações. De que maneira este conflito é vivido por Marcelo?



resposta:
a) à antiga posição social econômica que possuíam.

b) O tempo centraliza-se na crise de 29 - "quebra" da Bolsa de Valores. Corte diagonal do cenário: 1¡. plano - enfocando a casa modesta; 2¡. plano: ocupação da fazenda de café.

c) Marcelo é tratado pela mãe como o "filhinho da mamãe", porém é pobre, boêmio, alcoólatra e vagabundo; trabalha num frigorífico para a vergonha dos pais, pois denota o "rebaixamento" social da família.

origem:Unicamp1994
tópico:
Literatura

sub-grupo:Romantismo

pergunta:Em AS PUPILAS DO SENHOR REITOR, personagens como o Sr. reitor, João Semana, José das Dornas, Guida, são apresentadas de forma positiva, representando valores morais preservados no campo. Nem todas as personagens, contudo, são vistas dessa maneira positiva.
a) Aponte duas personagens (ou grupo de personagens) que são caracterizadas negativamente, explicitando os valores que representam.
b) As personagens de NOITE NA TAVERNA, de Álvares de Azevedo, também apresentam alguns comportamentos considerados negativos. Identifique dois deles.
c) Como se relacionam esses aspectos apresentados como negativos nesses dois romances de tendências românticas e ultra-românticas?



resposta:
a) Clara - egoísta, preguiçosa, quer o que é de Guido, até o amor.
Daniel - mulherengo, irresponsável, inconseqüente.

b) Solfieri - bêbado, necrófilo, religiosidade sacrílega.
Bertram - assassino, sem escrúpulo, suicida.

c) Nos romances ultra-românticos os aspectos negativos estão ligados à fantasia; já em AS PUPILAS DO SENHOR REITOR as personagens se equilibram para dar à obra uma visão harmônica, de classe média, podendo tornar-se íntegras.

 


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